IBGE: rendimento médio do trabalhador sobe 3,2% em outubro, frente a 2008

Valor atingiu R$ 1.349,70. Na comparação com o mês anterior, variação foi pequena, de acordo com IBGE

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SÃO PAULO – No confronto com o mesmo mês de 2008, quando registrava R$ 1.308,31, o rendimento médio real da população ocupada apresentou aumento de 3,2% em outubro, chegando a R$ 1.349,70. Já na comparação com setembro (R$ 1.349,91), a variação foi pequena.

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (26), fazem parte da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas seis principais regiões metropolitanas do País.

Renda por região
Frente a outubro do ano passado, todas as seis regiões metropolitanas pesquisadas apresentaram alta no rendimento médio real da população ocupada.

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No período, Salvador teve a maior variação, com alta de 6,2% no rendimento. Em seguida aparecem São Paulo (4,35%), Porto Alegre (3,08%), Rio de Janeiro (2%), Belo Horizonte (1,1%) e Recife (1,05%).

Na comparação com o mês imediatamente anterior, Recife (4,85%), Salvador (2,10%), Belo Horizonte (1,32%) e São Paulo (0,80%) registraram alta, enquanto Rio de Janeiro (-1,1%) e Porto Alegre (-0,74%) apresentaram queda.

Autônomos, formais e informais
Na comparação anual, o rendimento médio das pessoas que trabalhavam por conta própria apresentou alta de 4,3%. Na comparação mensal, houve elevação de 0,6%, atingindo R$ 1.139,10.

Os salários dos empregados do setor privado sem registro apresentaram evolução de 7,2% frente a 2008 e alta de 0,8% sobre setembro, ficando em R$ 900,80.

Para quem trabalha no setor privado com carteira assinada, os rendimentos registraram alta de 1,6% na comparação anual. Frente a setembro deste ano, houve queda de 0,4%, com o rendimento registrando R$ 1.283,70.

Renda por atividade econômica
No mês passado, frente a setembro, das sete atividades econômicas analisadas, os profissionais que trabalham no setor de Construção; Serviços prestados para a empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira; Educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social; e Outros serviços foram os que mais viram sua renda cair, em média, 6,5%, 0,7%, 0,3% e 0,3%, respectivamente.

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Já a maior elevação, de 3,8%, ficou com Indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água. Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais domésticos e comércio a varejo de combustíveis também apresentou aumento, de 1,8%; e profissionais de Serviços domésticos sentiram a alta de 1% em seus rendimentos entre setembro e outubro.

Confronto anual
No confronto anual, apenas Outros Serviços apresentou queda em outubro, de 1,1%. As maiores elevações ficaram com Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais domésticos e comércio a varejo de combustíveis (6,5%) e Construção (6,2%).

Os setores de Serviços prestados a empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira; Indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água também registraram aumento, de 4% e 0,1%, na ordem.

Educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social registrou alta de 5,4% e Serviços domésticos, de 4,7%.