IBGE: rendimento médio do trabalhador sobe 3% em junho, na comparação anual

Valor atingiu R$ 1.312,30. Na comparação com o mês anterior, entretanto, houve estabilidade, de acordo com IBGE

SÃO PAULO – No confronto com o mesmo mês de 2008, quando registrava R$ 1.274,47, o rendimento médio real da população ocupada apresentou aumento de 3% em junho, chegando a R$ 1.312,30. Já na comparação com maio, o rendimento manteve-se estável.

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (23), fazem parte da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas seis principais regiões metropolitanas do País.

Renda por região

Frente a junho do ano passado, Recife (0,5%), Salvador (3,7%), Belo Horizonte (10%), São Paulo (3,5%) e Porto Alegre (4,8%) registraram alta no rendimento médio real da população ocupada. Apenas Rio de Janeiro apresentou queda no rendimento, de 0,9%.

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Na comparação com o mês imediatamente anterior, apenas Belo Horizonte apresentou alta, de 1,6%, enquanto que duas regiões registraram queda no rendimento: Rio de Janeiro (-1,3%) e São Paulo (-0,4%).

Já em Recife, Salvador e Porto Alegre o redimento manteve-se estável.

Autônomos, formais e informais

Na comparação anual, o rendimento médio das pessoas que trabalhavam por conta própria apresentou alta de 3,8%. Na comparação mensal, a alta foi de 2,7%, atingindo R$ 1.128,60. A maior alta no mês passado, frente a maio, foi registrada no Rio de Janeiro (4,4%) e a maior queda em Salvador (7,3%).

Os salários dos empregados do setor privado sem registro apresentaram evolução de 5,4% frente a 2008 e estabilidade sobre maio, ficando em R$ 885,80. Recife liderou o acréscimo mensal, que foi de 8%. As únicas quedas frente a maio foram registradas em São Paulo (-3%) e Porto Alegre (-3%).

Para quem trabalha no setor privado com carteira assinada, os rendimentos acumularam aumento de 2,1% em um ano. Já entre maio e junho de 2009, houve queda de 2,4%, registrando R$ 1.234,00. Nenhuma região apresentou alta em junho, e a maior queda mensal coube a Salvador (-4,3%).

Renda por atividade econômica

No mês passado, frente a maio, das sete atividades econômicas analisadas, os profissionais que trabalham no setor de comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis viram sua renda cair 3%; profissionais do segmento de serviços prestados a empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira também apresentaram queda em sua renda média, de 1,4%.

Profissionais de educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social também tiveram queda nos rendimentos, de 1%.

Os demais apresentaram alta: indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (1%); Construção (5,6%), Serviços Domésticos (0,8%) e outros serviços (0,5%).

No confronto anual, setor de comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis viram sua renda cair 1,7%, assim como os do segmento de serviços prestados a empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira cuja renda média caiu 1,3%.

No período, Construção Civil apresentou alta de 15,7%, a maior, seguida da Indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água, que também registrou incremento significativo, de 7,3%.