IBGE: rendimento médio do trabalhador sobe 2,2% em novembro, frente a 2008

Valor atingiu R$ 1.353,60. Na comparação com o mês anterior houve estabilidade, de acordo com IBGE

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SÃO PAULO – No confronto com o mesmo mês de 2008, quando registrava R$ 1.324,74, o rendimento médio real da população ocupada apresentou aumento de 2,2% em novembro, chegando a R$ 1.353,60. Já na comparação com outubro (R$ 1.354,74), houve estabilidade.

Os dados, divulgados nesta sexta-feira (18), fazem parte da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas seis principais regiões metropolitanas do País.

Renda por região
Frente a novembro do ano passado, cinco das seis regiões metropolitanas pesquisadas apresentaram alta no rendimento médio real da população ocupada.

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No período, Porto Alegre teve a maior variação, com alta de 6,3% no rendimento. Em seguida aparecem São Paulo (3%), Belo Horizonte (2,4%), Rio de Janeiro (0,8%) e em Salvador (0,4%). Apenas em Recife houve retração, de 1,7% no período.

Na comparação com o mês imediatamente anterior, Recife (-1,3%), Salvador (-4,4%) e Rio de Janeiro (-1,1%) registraram quedas, ao passo que em São Paulo (1%) e Porto Alegre (1,3%) houve incremento no rendimento médio da população ocupada.

Autônomos, formais e informais
Na comparação anual, o rendimento médio das pessoas que trabalhavam por conta própria apresentou alta de 3,2%. Na comparação mensal, houve queda de 2,9%.

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Os salários dos empregados do setor privado sem registro apresentaram evolução de 9,9% frente a 2008 e estabilidade sobre outubro.

Para quem trabalha no setor privado com carteira assinada, os rendimentos registraram queda de 0,8% na comparação anual. Frente a outubro deste ano, houve aumento de 1,5%.

Renda por atividade econômica
No mês passado, frente a outubro, das sete atividades econômicas analisadas, quatro registraram quedas: Indústria extrativa (-2,2%), Construção Civil (-2,8%), Educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (-0,8%) e Serviços Domésticos (-0,7%).

Já a maior elevação no mês, de 1,8%, ficou com Outros Serviços. Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais domésticos e comércio a varejo de combustíveis também apresentou aumento, de 1,5%; e profissionais de Serviços prestados a empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeiras sentiram a alta de 1,2% em seus rendimentos entre outubro e novembro.

Confronto anual
No confronto anual, apenas Outros Serviços apresentou queda em novembro, de 5,7%. As maiores elevações ficaram com Educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (5,5%); Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais domésticos e comércio a varejo de combustíveis (5,4%) e Construção (4,9%).

Os setores de Serviços Domésticos; Serviços prestados a empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira; Indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água também registraram aumento, de 3,9%, 2,7% e 1,9%, na ordem.