IBGE: rendimento médio do trabalhador sobe 0,9% em fevereiro, frente a 2009

Valor atingiu R$ 1.398,90. Na comparação com o mês imediatamente anterior houve alta de 1,2%, diz IBGE

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SÃO PAULO – No confronto com o mesmo mês de 2009, quando registrava R$ 1.386,25, o rendimento médio real da população ocupada apresentou alta de 0,9% em fevereiro, chegando a R$ 1.398,90. Já na comparação com janeiro deste ano (R$ 1.382,93), houve alta de 1,2%.

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (25), fazem parte da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas seis principais regiões metropolitanas do País.

Renda por região
Frente a fevereiro do ano passado, cinco das seis regiões metropolitanas pesquisadas apresentaram alta no rendimento médio real da população ocupada.

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No período, Rio de Janeiro teve a maior variação, com alta de 5,42% no rendimento. Em seguida aparecem Porto Alegre (5,06%), Salvador (2,77%), Recife (1,49%) e Belo Horizonte (1,45%)

A região metropolitana de São Paulo, por outro lado, apresentou queda de 2,64% no rendimento dos trabalhadores , passando de R$ 1.577,07 para R$ 1.535,40 entre fevereiro de 2009 e deste ano.

Autônomos, formais e informais
Na comparação anual, o rendimento médio das pessoas que trabalhavam por conta própria apresentou alta de 1,7%. Na comparação mensal, contudo, houve queda de 0,7%.

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Já os salários dos empregados do setor privado sem registro apresentaram evolução de 11,1% frente ao segundo mês de 2009 e de 7% sobre janeiro último.

Para quem trabalha no setor privado com carteira assinada, os rendimentos registraram queda de 0,3% na comparação anual e aumento de 1,7% em relação a janeiro.

Renda por atividade econômica
No mês passado, frente a janeiro, das sete atividades econômicas analisadas, três registraram quedas: serviços domésticos (-0,6,%), educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (-0,3%) e construção (-0,2%).

Já a maior elevação no mês, de 5,1%, ficou com comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis. Outros serviços também apresentou aumento, de 2,3%; assim como indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (1%); e serviços prestados a empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (0,1%).

Confronto anual
No confronto anual, outros serviços; educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social; e serviços prestados a empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira apresentaram queda em fevereiro, de 6,6%, 1% e 0,7%, respectivamente.

As maiores elevações ficaram com construção (12,8%) e comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais domésticos e comércio a varejo de combustíveis (6,4%).

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Indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (5,6%) e serviços domésticos (4,4%) também tiveram alta nos rendimentos no período.