IBGE: rendimento médio do trabalhador recua 0,4% em janeiro, frente a 2009

Valor atingiu R$ 1.373,50. Na comparação com o mês imediatamente anterior houve alta de 1,1%, diz IBGE

SÃO PAULO – No confronto com o mesmo mês de 2009, quando registrava R$ 1.378,74, o rendimento médio real da população ocupada apresentou queda de 0,4% em janeiro, chegando a R$ 1.373,50. Já na comparação com dezembro do ano passado (R$ 1.359,17), houve alta de 1,1%.

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (25), fazem parte da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas seis principais regiões metropolitanas do País.

Renda por região
Frente a janeiro do ano passado, quatro das seis regiões metropolitanas pesquisadas apresentaram alta no rendimento médio real da população ocupada.

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No período, Belo Horizonte teve a maior variação, com alta de 7,44% no rendimento. Em seguida aparecem Porto Alegre (3,52%), Salvador (2,83%) e Rio de Janeiro (2,46%)

As regiões metropolitanas de São Paulo e Recife, por outro lado, apresentaram quedas de 4,52% e 2,31%, respectivamente, no rendimento dos trabalhadores entre janeiro de 2009 e deste ano.

Autônomos, formais e informais
Na comparação anual, o rendimento médio das pessoas que trabalhavam por conta própria apresentou alta de 2,2%. Na comparação mensal, o aumento foi de 2,3%.

Já os salários dos empregados do setor privado sem registro apresentaram evolução de 3,5% frente a janeiro de 2009 e recuo sobre o último mês do ano passado, -0,2%.

Para quem trabalha no setor privado com carteira assinada, os rendimentos registraram queda de 1,1% na comparação anual e não variaram em relação a dezembro.

Renda por atividade econômica
No mês passado, frente a dezembro, das sete atividades econômicas analisadas, duas registraram quedas: comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (-0,1%) e indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (-0,8%).

Já a maior elevação no mês, de 3,8%, ficou com construção. Serviços domésticos também apresentou aumento, de 3,5%; assim como serviços prestados a empresa, aluguéis, atividades imobiliária e intermediação financeira (1,3%); outros serviços (1,1%); e educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (0,7%).

Confronto anual
No confronto anual, outros serviços e indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água apresentaram queda em janeiro, de 10,1% e 1,9%, respectivamente.

As maiores elevações ficaram com construção (12,7%), serviços domésticos (6,8%) e serviços prestados a empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (3,1%).

Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais domésticos e comércio a varejo de combustíveis (1,9%) e educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (0,6%) também tiveram alta nos rendimentos no período.