IBGE: rendimento médio do trabalhador aumenta 1,5% em março, frente a 2009

Valor atingiu R$ 1.413,40. Na comparação com o mês imediatamente anterior, houve alta de 0,4%, diz IBGE

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SÃO PAULO – O rendimento médio real da população ocupada aumentou 1,5% em março, no confronto com o mesmo mês de 2009, chegando a R$ 1.413,40. Já na comparação com fevereiro deste ano, houve alta de 0,4%.

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (29), fazem parte da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas seis principais regiões metropolitanas do País.

Renda por região
Frente a março do ano passado, cinco das seis regiões metropolitanas pesquisadas apresentaram alta no rendimento médio real da população ocupada.

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No período, Recife teve a maior variação, com alta de 10,26% no rendimento. Em seguida, aparecem Belo Horizonte  (5,37%), Porto Alegre (3,34%) e Rio de Janeiro (2,92%).

São Paulo e Salvador, por outro lado, apresentaram queda de 0,98% e 0,64% no rendimento dos trabalhadores, em comparação com março do ano passado.

Autônomos, formais e informais
Na comparação anual, o rendimento médio das pessoas que trabalhavam por conta própria apresentou alta de 1,6%. Na comparação mensal, o aumento foi de 0,6%.

Já os salários dos empregados do setor privado sem registro apresentaram evolução de 10,7% frente a março de 2009 e de 0,8% sobre o mês passado.

Para quem trabalha no setor privado com carteira assinada, os rendimentos registraram leve aumento de 0,3%, na comparação anual, e queda de 0,6%, na comparação com fevereiro.

Renda por atividade econômica
No mês passado, frente a fevereiro, das sete atividades econômicas analisadas, três registraram quedas: comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (-0,3%), indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (-1,2%) e Outros serviços (-0,1%).

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Já a maior elevação no mês, de 1,3%, ficou com Construção. O setor de serviços domésticos também apresentou aumento, de 1,1%, assim como serviços prestados a empresa, aluguéis, atividades imobiliária e intermediação financeira (0,5%) e educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (0,2%).

Confronto anual
No confronto anual, outros serviços, educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social e serviços prestados a empresa, aluguéis, atividades imobiliária e intermediação financeira apresentaram queda em março, de 0,6%, 1,3% e 1,5%, respectivamente.

As elevações ficaram com construção (11,1%), comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (6,4%), serviços domésticos (4,7%) e indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (2,4%).