IBGE: folha de pagamento da indústria cresce em agosto, após dois meses em queda

Valor real da folha subiu 2,2% em agosto; na comparação com igual mês em 2004, alta é ainda maior, de 5,3% no período

SÃO PAULO – O valor real da folha de pagamento da indústria brasileira registrou incremento de 2,2% em agosto na comparação a julho, já descontados os efeitos sazonais. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (17) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A taxa de crescimento notada no oitavo mês, após dois registros seguidos de queda, também pôde ser observada nas demais análises. Isto porque o valor real da folha subiu também sobre agosto de 2004 (5,3%), no período acumulado em oito meses (4,1%) e na somatória dos últimos 12 meses.

Análise por setor e região

Considerando os valores pagos pela indústria, o IBGE constata evolução em 12 das 18 atividades analisadas, diante do ano passado, com destaques para alimentos e bebidas (15,1%), máquinas e equipamentos (8,7%) e meios de transporte (7,5%). Por outro lado, as principais pressões negativas vieram de calçados e artigos de couro (-12,2%) e madeira (-9,0%).

Em termos regionais, a alta mais significativa na folha de pagamento da indústria, levando em conta a base comparativa anual, ocorreu em São Paulo (5,3%), sobretudo em decorrência das atividades de alimentos e bebidas (15,6%). Os 13 demais estados pesquisados pelo Instituto também registraram desempenhos positivos no último ano.

Metodologia

Vale dizer que o IBGE considera em sua pesquisa mensal o valor total da folha de pagamento do pessoal ocupado assalariado para o mês de referência. Neste cálculo estão incluídos, entre outros: salários contratuais, horas extras, 13º salário, aviso prévio e indenizações, comissões e percentagens e participação nos lucros.