Governo e sindicalistas discutem sobre reajuste da tabela do IR nesta sexta

Além da correção, a reunião vai tratar do aumento do salário mínimo e do reajuste dos aposentados

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SÃO PAULO – A reunião entre governo e as centrais sindicais, que vai discutir a correção da tabela do Imposto de Renda, entre outros assuntos, será realizada nesta sexta-feira (4), no escritório da Presidência da República, em São Paulo.

Participarão da reunião o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto de Carvalho; o ministro da Fazenda, Guido Mantega; o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, representando o governo; e as lideranças das seis principais centrais sindicais. Também serão discutidos o aumento do salário mínimo e o reajuste para os aposentados.

“Estamos empenhados em manter o diálogo com o governo federal, porém, manteremos a pressão para alcançarmos os nossos pleitos. Vamos insistir em conquistarmos um salário mínimo digno para os trabalhadores brasileiros”, afirmou o presidente da Força Sindical e deputado federal, Paulo Pereira da Silva, mais conhecido como Paulinho da Força.

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Além da Força, participam da reunião a CUT (Central Única dos Trabalhadores), CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), UGT (União Geral dos Trabalhadores) e NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores). As centrais defendem reajuste da tabela do IR em 6,46%, valor do mínimo de R$ 580 e aumento de 10% das aposentadorias e pensões da Previdência acima do piso salarial.

A primeira reunião entre governo e sindicais foi realizada no dia 26 de janeiro, mas terminou sem acordo.

Política de reajuste
A presidente Dilma Roussef disse, na quarta-feira (2), que enviará ao Congresso Nacional uma proposta de política de reajuste do salário mínimo.

O objetivo, segundo Dilma, é estabelecer regras que garantam que o salário mínimo recupere seu poder de compra e seja compatível com a capacidade financeira. A política deve garantir que o reajuste seja acima da inflação.

O líder da base governista na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (PT-SP), entende que os critérios atuais de reajuste, baseados na variação do PIB, são benéficos aos trabalhadores.

O deputado afirmou na quarta-feira que pretende convencer os parlamentares aliados a votar junto com o Executivo o novo valor do salário mínimo.

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“Por essa regra, o salário mínimo terá um reajuste robusto no próximo ano”, disse Vaccarezza.