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SÃO PAULO – A reunião entre governo e as centrais sindicais, que vai discutir a correção da tabela do Imposto de Renda, entre outros assuntos, foi adiada para sexta-feira (4) no escritório da Presidência da República, em São Paulo. Anteriormente, o encontro iria se realizar nesta quarta-feira (2), no Palácio do Planalto (DF).
Apesar da mudança da data e do local, os participantes e a discussão serão os mesmos. O secretário-geral da Presidência da República, Gilberto de Carvalho, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, representando o governo, e as lideranças das seis principais centrais sindicais discutirão também o aumento do salário mínimo e o reajuste para os aposentados.
“Estamos empenhados em manter o diálogo com o governo federal, porém, manteremos a pressão para alcançarmos os nossos pleitos. Vamos insistir em conquistarmos um salário mínimo digno para os trabalhadores brasileiros”, afirmou o presidente da Força Sindical e deputado federal, Paulo Pereira da Silva, mais conhecido como Paulinho da Força.
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As centrais defendem reajuste da tabela do IR em 6,4%, valor do mínimo de R$ 580 e aumento de 10% das aposentadorias e pensões da Previdência acima do piso salarial.
Além da Força, participam da reunião a CUT (Central Única dos Trabalhadores), CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), UGT (União Geral dos Trabalhadores) e NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores).
A primeira reunião foi realizada dia 26 de janeiro e acabou sem acordo.
Bancários
Nesta terça-feira (1), os bancários realizaram três protestos nas cidades de São Paulo e Osasco, para cobrar a correção da tabela do IR e evitar que os salários seja corroídos pelo tributo.
Os trabalhadores querem que o governo atenda à reivindicação de corrigir a tabela do Imposto de Renda com pelo menos a inflação do período, que foi de 6,47%.
Após acordo entre os trabalhadores e o governo Lula, a correção da tabela ficou em 4,5% ao ano, de 2007 a 2010. Neste ano, o acordo expirou e ainda não foi feito nenhum reajuste. De acordo com cálculos do Dieese, R$ 5 bilhões vão para os cofres do governo, caso a correção não seja feita.
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“Não é justo que esse dinheiro saia do bolso do trabalhador. Isso é penalizá-lo. Todos os recursos provenientes da renda dos trabalhadores voltam a economia, via aquecimento do mercado interno, e o governo vai acabar arrecadando tributos de outras fontes”, afirmou a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, Juvandia Moreira.