Gastos: 42% do orçamento familiar é destinado às despesas pessoais

De acordo com o Ipea, gastos com higiene, jogos, lazer, roupas, saúde, educação e viagens estão incluídos nesse grupo

Aprenda a investir na bolsa

SÃO PAULO – De acordo com levantamento do Instituto de Pesquisas Aplicadas (Ipea), divulgado na terça-feira (21), as famílias brasileiras gastam cerca de 42% de seu orçamento com despesas pessoais – higiene corporal, comunicações, transportes, fumo, jogos, lazer, produtos farmacêuticos, roupas, assistência à saúde, educação, viagens etc.

Segundo divulgou o Diário do Comércio, periódico da Associação Comercial de São Paulo, os gastos com alimentação (dentro e fora do domicílio) respondem por 19% da renda, seguidos de habitação (construção, reforma, aquisição de eletrodomésticos e limpeza), responsáveis por 17%, veículos (10%), serviços públicos e privados essenciais (energia, gás e telefone fixo), que somam 7%, e aluguel, condomínio e impostos (5%).

Consumo varia de acordo com a renda

Ainda segundo o estudo, elaborado com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2002-2003) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existe uma grande desigualdade no perfil de consumo entre as diferentes categorias de renda das famílias brasileiras e/ou de acordo com os lugares em que elas vivem.

Aprenda a investir na bolsa

Para se ter uma idéia, nas famílias que possuem renda mensal de até R$ 500, os gastos com alimentação são responsáveis por 37% do orçamento doméstico. Já se o deslocamento de classe for para cima, essa participação tende a diminuir até o limite de 10% das famílias mais abastadas.

Na região Nordeste, por exemplo, a média de consumo alimentar por pessoa é de 23,92 quilos por mês, contra 32 quilos do Sul. Considerando a despesa mensal com alimentação, temos também uma grande diferença entre as regiões: R$ 56 no Nordeste e R$ 70 no Sul.

Falta dinheiro no fim do mês

Por fim, 90% das famílias brasileiras com renda de até R$ 1.750 têm dificuldade para chegar até o fim do mês com o dinheiro que recebem. No entanto, é curioso notar que mesmo entre os que ganham mais de R$ 8.750, cerca de 50% também afirmam ser difícil chegar ao fim do mês com esta renda.