Estado de São Paulo sofre com apagão de qualificação profissional

Apagão atinge setores que estão crescendo mais, como o da construção civil, cujo número de vagas aumentou 18,3% em 2007

SÃO PAULO – O mercado de trabalho de São Paulo sofre com a falta de pessoas qualificadas. Para se ter uma idéia, quase 50% da PEA (População Economicamente Ativa) não completou o ensino fundamental.

O apagão de qualificação profissional atinge, principalmente, os setores que estão crescendo mais, como o da construção civil, em que sobram vagas, mas faltam pessoas preparadas para ocupá-las. Trata-se do setor que mais cresceu em número de ocupações em 2007, com alta de 18,3%.

Diagnóstico

O cenário foi constatado por meio do “Diagnóstico para o Programa Estadual de Qualificação Profissional”, divulgado na quarta-feira (19), pelo secretário do Emprego e Relações do Trabalho, Guilherme Afif Domingos, e pelo secretário de Desenvolvimento, Alberto Goldman.

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Existe no Estado demanda por 159 mil vagas em cursos de qualificação. Essas e outras informações sobre cursos foram levantadas em 89 oficinas de trabalho feitas em cidades com mais de cem mil habitantes, sedes de região de governo ou de relevância estratégica na microrregião.

Situação do emprego em SP

Depois da construção civil, os setores que mais demandaram profissionais foram: comércio (7,1%), indústria (6,1%) e serviços (4,9%). A agropecuária, por sua vez, praticamente não evoluiu, com aumento de somente 0,6% na criação de vagas.

O emprego formal cresceu em praticamente todas as regiões paulistas, com destaque para Ribeirão Preto (7,5%), Bauru (7,0%), São José dos Campos (6,4%), São José do Rio Preto (6,3%), Campinas (6,2%) e Região Metropolitana de São Paulo (6,2%).

Já os locais que criaram vagas com menor intensidade foram Registro (2,7%) e Franca (3,8%), sendo que a região de Barretos foi a única que apresentou variação negativa, de -2,1%, no ano passado.