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CEO do Nubank diz por que a pessoa certa pode mudar o rumo de uma fintech

Além de David Vélez, CEOs da Stone e da Brex estiveram em um painel do Brazil at Silicon Valley, evento de inovação e tecnologia na Califórnia     

Entrevista de emprego
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Em um painel do Brazil at Silicon Valley, evento de inovação e tecnologia organizado por estudantes brasileiros em Mountain View, Califórnia, os CEOs do Nubank, Stone e Brex revelaram a importância de contratar talentos para o sucesso de uma fintech

“O talento certo previne que a empresa entre em declínio. Uma vez escutei que a cultura de uma companhia é estabelecida com 10 a 12 funcionários e nos primeiros meses. É o tempo para construir a cultura e o tipo de profissional que você quer”, afirma David Vélez, CEO do Nubank.

Isso porque segundo ele, mudar a cultura de uma empresa depois de muitos anos é um verdadeiro desafio - é o que acontece agora com os bancos. “Depois que estabelecemos nossos valores contratamos pessoas muito talentosas que viraram uma espécie de padrão de contratação para quem viesse depois delas”, explica.

Segundo Vélez, desde o começo a ideia era ser parte de uma cultura com propósito. “Tínhamos um mercado que era dominado por algumas empresas. Pensamos em trazer competição para esse mercado. O senso de propósito faz diferença. Bancos têm muito dinheiro, mas não tem propósito. Estamos aqui para impactar as vidas das pessoas”, diz.

André Street, CEO da Stone, complementou afirmando que a principal diferença das fintechs é colocar o cliente em primeiro lugar. “Servir o setor melhor e mudá-lo. Além disso, nosso modelo atrais os millennials. Os jovens gostam do sistema de meritocracia. Neste ano, para o nosso programa de estágio já tivemos mais de 70 mil candidatos. Os jovens profissionais querem trabalhar com propósito”, diz.  

O jovem CEO da Brex, Henrique Dubugras, revelou que enfrenta alguns desafios em encontrar talentos devido à sua idade: apenas 22 anos. “Já entrevistei profissionais que perguntaram para mim porque eles deveriam entrar para a Brex. Eles têm a mesma idade que eu, talvez um pouco a mais, mas respondem as perguntas como se fossem investidores ou ficam me analisando. É engraçado”, conta.

De qualquer maneira, a empresa que começou no Brasil e depois foi para o Vale do Silício, busca profissionais com uma certa experiência no mercado. “Devido ao nosso crescimento rápido, precisamos de pessoas boas, mas não podemos cometer erros porque precisamos de mais profissionais”, diz.

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