Emprego na construção civil alcança em setembro melhor nível desde maio de 1995

De acordo com o SindusCon-SP, mais de 14 mil vagas foram criadas, sendo que o número de empregados saltou para 1,54 mi

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SÃO PAULO – Em setembro, o nível de emprego na construção civil atingiu o melhor resultado desde maio de 1995. No nono mês do ano, 14.451 vagas de trabalho formal foram criadas na construção civil brasileira, o que representa um crescimento de 0,95% na comparação com agosto.

No total, mais de 1,54 milhão de trabalhadores formais foram contabilizados em setembro na construção civil brasileira. Considerando os resultados acumulados, nota-se um aumento de 10,3% no ano e de 8,76% nos últimos 12 meses.

Baseados em pesquisa do Ministério do Trabalho, os números foram divulgados nesta quinta-feira (09) pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), que realiza o levantamento em parceria com a FGV Projetos.

Resultados regionais

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Em números absolutos, a Região Sudeste registrou o maior saldo de contratações em relação a agosto, com a geração de 6.751 vagas e crescimento de 0,8%. O Nordeste veio em seguida, com 3.708 novos postos de trabalho (+1,3%).

O Sul e o Centro-Oeste ficaram em terceiro e quarto lugar, com 0,9% (1.944) e 1% (1.101) de aumento nas vagas formais, respectivamente. O pior desempenho ficou para a Região Norte, onde foram criadas 947 oportunidades, o que representa uma alta de 1,3% entre agosto e setembro.

Estado de São Paulo

Analisando o nível de emprego na construção do Estado de São Paulo, a pesquisa mostra que houve a contratação de 2.500 trabalhadores no nono mês do ano, o que representa um incremento na força de trabalho de 0,62% frente ao mês anterior.

Deste total, somente a capital do Estado criou 1.092 vagas formais, o que dá uma expansão de 0,56% na comparação com agosto. Entretanto, o maior crescimento em percentual coube à região de Bauru, cuja expansão de 1,67% gerou 208 novos postos de trabalho.

Por outro lado, a Região do ABCD (Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema) apresentou uma retração de 0,55% no número de oportunidades formais de emprego, com o corte de 177 postos.

Obras públicas e expansão

Para o presidente do SindusCon-SP, João Claudio Robusti, o crescimento se deveu à expansão do segmento imobiliário e ao aumento das obras públicas, por conta do período eleitoral. “Agora, estamos na expectativa da prometida expansão na infra-estrutura”, afirmou.

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