Emprego industrial cresce 4,2% em maio e iguala ao melhor resultado da série

Segundo IBGE, as 14 localidades pesquisadas aumentaram o número de trabalhadores, com destaque para São Paulo (3,3%)

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SÃO PAULO – A taxa de emprego na indústria brasileira aumentou 4,2% em maio, na comparação com o mesmo mês de 2009. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o resultado é igual à melhor taxa da série histórica assinalada em outubro de 2004.

Os dados divulgados nesta quinta-feira (8) mostram que, na análise mensal – descontados os efeitos sazonais – foi verificado aumento de 0,3% no número de empregados na indústria. Esse é o quinto resultado positivo consecutivo.

Considerando o resultado de janeiro a maio, a taxa de emprego registrou aumento de 1,9%. Nos últimos 12 meses, entretanto, a taxa ficou negativa em 2,6%.

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Análise regional
Em maio, na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve aumento no número de empregos na indústria em todas as 14 localidades pesquisadas, com destaque para São Paulo, cuja taxa avançou em 3,3%, seguida pela região Nordeste (6,1%), Rio Grande do Sul (6,1%), regiões Norte e Centro-Oeste (5,8%), Rio de Janeiro (7,6%) e Santa Catarina (4,2%).

Em São Paulo, as altas vieram dos setores de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (8,7%), têxtil (10,3%), meios de transporte (4,9%) e alimentos e bebidas (3,1%). Já no Nordeste, o setor de calçados e couros (15,4%) foi o que mais empregou no período, seguido pela indústria de alimentos e bebidas (7%).

No Rio Grande do Sul, o destaque ficou por conta da indústria de máquinas e equipamentos (14,2%) e outros produtos da indústria de transformação (15,2%). Nas regiões Norte e Centro-Oeste, os ramos que mais influenciaram foram minerais não metálicos (27,3%) e alimentos e bebidas (2,8%). No Rio de Janeiro e em Santa Catarina, por sua vez, a indústria de alimentos e bebidas foi a que mais expandiu no primeiro local, empregando 26,3% a mais no período, seguida por meios de transporte (8,8%) e metalurgia básica (18,8%). Já no segundo, os destaque foram a de vestuário (9,9%), têxtil (8,5%) e máquinas e equipamentos (9,6%).

Setores
Considerando os setores, ainda na comparação com maio do ano passado, o IBGE constatou que 15 dos 18 setores apresentaram resultados positivos, com destaque para produtos de metal (8,9%), alimentos e bebidas (2,5%), máquinas e equipamentos (6,4%), calçados e couro (8,2%), meios de transporte (5,8%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (8,3%).

Entre os setores que registraram variação negativa, a indústria de madeira foi destaque, pois apresentou queda de 4,9% no seu contingente de trabalhadores no quinto mês de 2010.