Emprego industrial cresce 3,3% em abril, a maior taxa desde fevereiro de 2008

Segundo IBGE, as 14 localidades pesquisadas aumentaram o número de trabalhadores, com destaque para São Paulo (2,8%)

SÃO PAULO – A taxa de emprego na indústria brasileira aumentou 3,3% em abril, na comparação com o mesmo mês de 2009. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o resultado é o maior desde fevereiro de 2008, quando o crescimento foi de 3,5%.

Os dados divulgados nesta sexta-feira (11) mostram que, na análise mensal – descontados os efeitos sazonais – foi verificado aumento de 0,4% no número de empregados na indústria. Esse é o quarto resultado positivo consecutivo.

Considerando o resultado de janeiro a abril, a taxa de emprego registrou aumento de 1,3%. Nos últimos 12 meses, entretanto, a taxa ficou negativa em 3,4%.

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Análise regional
Em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve aumento no número de empregos na indústria em todas as 14 localidades pesquisadas, com destaque para São Paulo, cuja taxa avançou em 2,8%, seguida pela região Nordeste (5,8%), Rio Grande do Sul (4,9%), regiões Norte e Centro-Oeste (4,6%) e Ceará (8,9%).

Em São Paulo, as altas vieram dos setores de alimentos e bebidas (4,4%), têxtil (11,7%) máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (7,3%), vestuário (6,5%) e meios de transportes (3,4%). Já no Nordeste, o setor de calçados e couros (17,6%) foi o que mais empregou no período, seguido pela indústria de alimentos e bebidas (6,7%).

No Rio Grande do Sul, o destaque ficou por conta da indústria de máquinas e equipamentos (9,6%), outros produtos da indústria de transformação (12,7%), borracha e plástico (13,5%) e meios de transporte (7,7%). Nas regiões Norte e Centro-Oeste e no Ceará, por sua vez, a indústria de alimentos e bebidas foi a que mais expandiu, empregando 4,6% a mais no período. A de minerais não metálicos (24,2%), calçados de couro (19,6%) e alimentos e bebidas (8,8%) também se destacaram nas regiões.

Setores
Considerando os setores, ainda na comparação com abril do ano passado, o IBGE constatou que 13 dos 18 setores apresentaram resultados positivos, com destaque para alimentos e bebidas (2,7%), produtos de metal (6,9%), máquinas e equipamentos (5,8%), calçados e couro (7%), meios de transporte (4,6%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (6,7%) e têxtil (7,1%).

Entre os setores que registraram variação negativa, a indústria de madeira foi destaque, pois apresentou queda de 8,7% no seu contingente de trabalhadores no quarto mês de 2010.