RADAR INFOMONEY Por que o Santander surpreendeu o mercado? Veja as perspectivas para as ações dos bancos

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Educação: brasileiro gasta mais com itens que não são de primeira necessidade

Somados, gastos com transporte, cultura, turismo e eletrônicos, superam - em mais de 3 vezes - gastos com educação

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SÃO PAULO – A pesquisa “Famílias Usuárias da Rede Privada de Ensino”, realizada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), traçou um panorama das despesas que ocupam o orçamento dessas famílias.

Segundo o levantamento, os gastos não associados a artigos de primeira necessidade (alimentação e habitação), e que resultam da escolha do consumidor diante de várias opções de consumo, são – somados – mais de três vezes maiores do que os gastos com educação.

Para se ter idéia, enquanto o valor dedicado a educação é de R$ 31,788 bilhões, o gasto com transporte particular é de R$ 87,538 bi; seguido por R$ 22,639 bi para Comunicação (telefonia fixa, celular, internet); R$ 11,655 bi com Recreação e Cultura; R$ 11,249 bi com Turismo, e R$ 8,768 bi com Aparelhos Eletrônicos.

Rede privada e não privada

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A pesquisa traçou ainda um comparativo entre o orçamento das famílias que utilizam a rede privada de ensino e as que não utilizam e destacou que, enquanto a primeira destina 9,11% do orçamento aos gastos com educação, o número cai para 1,08% na segunda.

Em compensação, enquanto as usuárias gastam 11,41% com alimentação, as não-usuárias gastam 20,39% do orçamento com esse propósito.

Habitação e transporte são outros gastos que ocupam bastante espaço nos gastos dessas famílias. Enquanto as que utilizam as escolas particulares gastam 11,56% com moradia, as que não utilizam gastam 14,28%. Já para se locomover os gastos correspondem a 23,17% e 19,63%, respectivamente.

Educação x Região

Quando analisada a proporção de gastos com educação pelas famílias usuárias da rede privada em 14 cidades, notou-se que seis apresentaram gastos entre 6% e 8%, cinco entre 8% e 10%, duas acima de 10% e uma abaixo de 4%. A média do país é 9,11%.

Brasília (11,21%), São Paulo (10,79%), Espírito Santo (9,90%) e Minas Gerais (9,19%) ficaram acima da média nacional. Amazonas (3,95%), foi a única abaixo de 6%.