Dia do Trabalho: construção civil comemora aumento de emprego

Cbic afirma que incremento nas contratações é acompanhado de uma elevação na formalização do mercado de trabalho do setor

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SÃO PAULO – O Dia do Trabalho será comemorado no próximo sábado (1). E um dos setores que festejará a data é a Construção Civil, devido ao aumento das oportunidades de emprego formais e à melhoria das condições de trabalho.

É o que apontam levantamentos realizados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) e pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), a pedido da Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).

A Cbic afirma que o incremento nas contratações é acompanhado de uma elevação na formalização do mercado de trabalho do setor. No primeiro trimestre deste ano, foram criados 27.694 empregos formais na construção civil em todo o País, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

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Em 2009, foram criadas 177.185 vagas formais. Situação diferente da registrada em 2000, quando a construção civil não gerou vagas de emprego, além de fechar 1.627 postos de trabalho formais.

Salário no setor
O levantamento feito pelo MTE mostra ainda que o salário inicial dos trabalhadores formais do setor aumentou 35% entre 2003 e 2010. Em janeiro de 2003, um funcionário era contratado ganhando, em média, R$ 651,74.

Em janeiro deste ano, o salário inicial saltou para R$ 884,01. Somente no último ano, o ganho foi de 5,8% acima da inflação – passou de R$ 835,16 para R$ 884,01.

SALÁRIO DE ADMISSÃO
ANOSalário médio  
2003R$ 651,74 
2004R$ 711,57
2005R$ 712,57
2006R$ 727,74 
2007R$ 789,06
2008R$ 817,85
2009R$ 835,16
Jan/2010R$ 884,01
Fev/2010R$ 873,94

Aumento da Escolaridade
O nível de escolaridade também cresceu na construção civil, pois, em 2002, 63,6% dos profissionais do setor não tinham concluído o Ensino Fundamental e apenas 36,1% tinham concluído o Ensino Médio.

Já em 2010, o número de pessoas que concluíram o Ensino Fundamental chegou a 47,8%, enquanto 26,6% terminaram o Ensino Médio. São 442,8 mil profissionais que passaram 11 anos ou mais estudando.