Copa no Brasil pode gerar 3,5 milhões de empregos na construção civil

Segundo diretor-presidente da Abemi, quem deve empregar mais são as empresas de projeto e as consultorias

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SÃO PAULO – A Copa do Mundo no Brasil pode mudar a vida de muitos brasileiros. Para os fanáticos por futebol, é a chance de assistir aos jogos da seleção. Já para outros, será a oportunidade de conseguir emprego. Isso porque em alguns setores, como o da construção, haverá grande demanda.

No caso da construção, a Abemi (Associação Brasileira de Engenharia Industrial) estima que o setor seja responsável pela criação de 3,5 milhões de empregos. Especialistas preveem ainda que, a cada R$ 1 milhão de investimentos na construção civil, são criadas 58 vagas de emprego, sendo 33 diretas e 25 indiretas.

Na opinião do diretor-presidente da Abemi, Carlos Maurício Lima de Paula Barros, as áreas da construção que mais devem empregar são as empresas de projeto, consultorias, edificações e construção industrial.

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A preparação do País para a Copa do Mundo em 2014 deve transformar o Brasil, assim será muito fácil percorrer as cidades e encontrar obras e mais obras. Essa expectativa permite ao setor fazer planos para reiniciar a trajetória de crescimento interrompida por conta da crise econômica mundial. Com isso, as contratações irão aumentar para atender toda essa demanda.

Engana-se quem pensa que essa procura por profissionais do setor de construção só ocorrerá nas 12 cidades-sede que irão sediar os jogos da Copa e que, por isso, deverão se adequar às exigências da Fifa. “Tais melhorias deverão acontecer também em cerca de 200 municípios vizinhos que receberão seleções e, principalmente, turistas”, ressalta Barros.

Na avaliação de especialistas no setor, a construção civil deverá ganhar maior participação no PIB (Produto Interno Bruto) a partir do ano que vem. “A Copa do Mundo de 2014 vai aumentar os investimentos em infraestrutura pelo menos até o ano da sua realização, aquecendo a construção civil em diversos segmentos”, diz Barros.

O otimismo das empresas é impulsionado pelo volume de investimentos prometidos para o setor, que variam de R$ 60 bilhões a R$ 100 bilhões.