Construção civil abre 94.580 vagas no primeiro semestre deste ano

De acordo com pesquisa mensal do SindusCon e da FGV Projetos, o resultado não supera demissões do fim de 2008

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SÃO PAULO – O emprego na construção civil do País fechou o semestre com saldo positivo. De acordo com a pesquisa mensal do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e da FGV Projetos, foram criadas 94.580 vagas para trabalhadores com carteira assinada nos primeiros seis meses do ano. Apesar disso, o resultado não consegue superar os 109.086 postos de trabalho fechados nos dois últimos meses do ano passado.

“Se, por um lado, os números confirmaram que as construtoras seguem com ritmo de atividades elevado em 2009, por outro lado, uma leitura mais atenta mostra mudanças importantes em relação a 2008, especialmente no ritmo e na dinâmica do crescimento. No que diz respeito ao ritmo, houve uma sensível desaceleração” diz o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe.

Ainda segundo Watanabe, “no primeiro semestre de 2009, os 94,6 mil novos empregados representaram um crescimento de 8,4% em ritmo decrescente. No mesmo período de 2008, o ritmo de crescimento do emprego formal era quase o dobro: o número de trabalhadores contratados passava de 185 mil, e a taxa acumulada do ano até junho era de 16% e vinha em ritmo crescente”.

Análise semestral

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Ainda segundo o presidente do SindusCon-SP, nos últimos meses do ano passado e nos primeiros de 2009, houve uma parada no mercado imobiliário provocada pela queda acentuada nas vendas. Com isso, os lançamentos também caíram. Para se ter uma ideia, entre janeiro e junho, o número de lançamentos realizados na região metropolitana de São Paulo foi 55% menor que no mesmo período do ano passado. “O efeito dessa retração sobre o emprego deverá ser percebido com mais intensidade a partir do segundo semestre”, alerta.

Outra mudança importante neste semestre, segundo o presidente do SindusCon-SP, ocorreu na dinâmica do crescimento: as obras de infraestrutura passaram a gerar mais empregos.

“Em 2008, 45% das vagas geradas no primeiro semestre ocorreram da área imobiliária e apenas 22% foram geradas na área de infraestrutura. Em 2009, essa relação quase se inverte: 29% das vagas, o que representam 27,6 mil empregos, foram criadas na área imobiliária e 32% ou 30,7 mil, no segmento de infraestrutura. Nos dois últimos meses, o início das obras de Jirau fez o emprego na região Norte aumentar 6%”.

Brasil

O levantamento também revela que, em junho, o nível de emprego no setor da construção cresceu 0,94% com relação a maio, com a abertura de 20.372 vagas.

Todas as regiões do País apresentaram alta no nível de emprego no sexto mês do ano, sendo que o Norte registrou a maior variação positiva, de 3,75%, com a contratação de 3.637 trabalhadores, conforme a tabela abaixo:

RegiãoVariação MensalNúmero de Vagas
Norte3,75%3.637
Nordeste1,35%5.137
Sudeste0,51%6.188
Sul0,76%2.283
Centro-Oeste1,92%3.127
Brasil (Total)0,94%20.372

Fonte: Sinduscon-SP

Em São Paulo

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O estado de São Paulo registrou, em junho, alta de 0,56% no nível de emprego na construção civil, em relação ao mês anterior, com a abertura de 3.472 vagas. No fim do semestre, o total de empregados contratados na construção paulista foi de 28.803. Com isso, foram superadas as 17.950 demissões ocorridas em novembro e dezembro de 2008.

A capital empregou 2.442 trabalhadores em junho no setor da construção civil, o que representa crescimento de 0,82% ante maio.

Já entre as regiões do estado de SP, São José dos Campos registrou o maior aumento no nível de emprego da construção civil, com a criação de 930 vagas. Por outro lado, Santos reduziu 298 postos de trabalho.

RegiãoVariação MensalNúmero de Vagas
São Paulo0,82%2.442
Santo André-0,77%-222
Campinas-0,19%-114
Ribeirão Preto-0,24%-83
Santos-1,24%-298
Sorocaba0,83%543
São José dos Campos1,61%930
Bauru0,33%75
São José do Rio Preto1,34%213
Presidente Prudente-0,18%-14

Fonte: Sinduscon-SP