Computação em nuvem vai criar cerca de 14 mi de empregos em todo o mundo

No Brasil, o setor vai impulsionar o mercado de trabalho de forma crescente até 2015, diz estudo realizado pela IDC

SÃO PAULO – Estudo revela que o Cloud Computing (Computação na Nuvem) irá criar cerca de 14 milhões de novos empregos em todo o mundo até 2015. Já as receitas de inovação em nuvem poderão atingir US$ 1,1 trilhão por ano até 2015. Para o Brasil, as perspectivas também são otimistas.

Até 2015, o mercado de Cloud Computing irá gerar cada vez mais empregos no País. Em 2012, estima-se um crescimento de mais de 85 mil vagas. Em 2013 serão 140 mil vagas adicionais, um ano depois, serão mais 242 mil vagas, e, em 2015, o acréscimo será de aproximadamente 415 mil vagas. Os números superam as perspectivas para o mercado de trabalho na Rússia e no Reino Unido.

China e Índia
Apesar dos bons números nacionais, o maior aumento de oportunidades vai ocorrer em outros mercados emergentes, como China e Índia. Segundo revelam os dados da consultoria de TI (Tecnologia da Informação) IDC, os dois países, juntos, serão responsáveis por uma oferta adicional de 6,75 milhões, entre 2011 e 2015. De acordo com o relatório, a principal justificativa para o grande aumento é a “imensa mão de obra da região”.

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O estudo também mostrou que o número de novas oportunidades geradas pela computação em nuvem será proporcional ao tamanho de cada indústria. Os setores que vão liderar a criação de vagas serão o bancário e o de comunicação, com 1,4 milhão e 2,4 milhões, respectivamente, de novas oportunidades. Segundo o relatório, esses segmentos vão gerar tantos empregos poorque são grandes e gastam muito com TI.

Para o chefe de pesquisas e vice-presidente sênior do IDC, John Gantz, é uma avaliação equivocada a de que o Cloud Computing é um eliminador de empregos. Na realidade, ele é, sim, um grande gerador de empregos. O crescimento das oportunidades deverá ocorrer em todos os continentes e em todos os tamanhos de organização, já que as cidades e empresas pequenas têm o mesmo acesso ao benefício da nuvem que as cidades e empresas grandes.