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Com perda de 655 mil postos em dezembro, nível de emprego cai 10% em 2008

Segundo dados do Caged, percentual representa corte de mais de 165 mil postos de emprego formal no ano

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SÃO PAULO – O mercado de trabalho formal no Brasil atingiu 1,452 milhão de postos, apresentando queda de 10,21% em 2008, em relação ao ano anterior, o que representa a perda de 165.188 postos de trabalho.

O desempenho de 2008 reflete os efeitos negativos da crise financeira internacional sobre o mercado de trabalho, vislumbrados nos meses de outubro, novembro e, principalmente, dezembro, quando registrou-se redução de 654.946 empregos.

Os dados fazem parte do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e foram divulgados nesta segunda-feira (19), pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Comportamento setorial

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Na análise anual, o setor da Construção Civil, juntamente com o de Serviços, foram os únicos que apresentaram incremento no número de empregos. O primeiro teve acréscimo de 11,94% e +197.868 de vagas, ao passo que o segundo teve alta de 10,42% e 648.259 postos criados.

Em contrapartida, o setor de Indústria da Transformação, com 178.675 postos criados no ano, registrou a maior perda do ano, com um recuo de 54,72% frente a 2007 (394.548).

Os setores Agrícola e do Comércio também registraram queda, de 13,56% (18.232 vagas geradas, em 2008, ante 21.093, em 2007) e 5,65% (382.218 empregos criados, no ano que se encerrou, frente a 405.091, um ano antes), respectivamente.

Análise regional

Segundo os dados do Caged, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais foram os que se destacaram com a criação de 525.607, 154.596 e 130.722 postos, respectivamente, em 2008. Na comparação com 2007, tais números representam recuo de 14,05% e de 22,37%, no caso de SP e MG, e crescimento de 6,78%, no caso do RJ.

No conjunto das nove áreas metropolitanas, o emprego decresceu 7,79%, com a perda de 54.416 postos de trabalho. Tal geração negativa foi ainda mais acentuada nos municípios dos estados não integrantes desses aglomerados urbanos, que apresentaram redução de 17,40%, com 100.514 postos a menos.