Com greve de 24h no BC, Ministério da Gestão marca conversa com a categoria para fevereiro

Pasta sinalizou o "compromisso de apresentar uma proposta efetiva" para os servidores

Estadão Conteúdo

Logo do Banco Central na fachada da sede (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

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Em meio à greve de 24 horas dos servidores do Banco Central nesta quinta-feira (11), o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) confirmou nesta quinta a terceira rodada da Mesa Específica de Negociação com a categoria para o dia 8 de fevereiro.

De acordo com o presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), Fábio Faiad, a Pasta sinalizou o “compromisso de apresentar uma proposta efetiva” para os servidores. “Menos de 30% dos servidores está trabalhando hoje. A greve foi um sucesso e já obtivemos resultados”, avaliou.

Segundo Faiad, a greve de hoje gerou obstruções em diversas atividades do BC. “Houve o cancelamento de dezenas de reuniões, o represamento de centenas de processos e atrasos na divulgação de informações ao mercado financeiro. As implicações operacionais desses eventos ainda estão sendo levantadas”, completou.

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Em 2022, a categoria chegou a fazer greve por 90 dias por reajuste salarial e reestruturação da carreira, sem qualquer resultado junto ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. No ano passado, os servidores do BC entraram em operação-padrão, que tem atrasado divulgações estatísticas e outras atividades da autarquia.

Embora o governo Lula tenha autorizado a realização do primeiro concurso para o BC desde 2013, com 100 vagas, a categoria deseja uma reestruturação da carreira antes da realização do certame. Além do bônus produtividade, os funcionários da autoridade monetária pedem a exigência de ensino superior para o cargo de técnico na autarquia e a alteração de nomenclatura do cargo de analista para auditor.

A intensificação do movimento ocorreu em meio à insatisfação dos servidores em relação ao tratamento dispensado às suas demandas. O Sinal reclama do que chama de “concessões assimétricas” oferecidas a outras categorias típicas de Estado.

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Antes da abertura da mesa setorial para o BC, ainda em julho do ano passado, a ministra da Gestão, Esther Dweck, disse ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) que não via a necessidade de uma reestruturação de carreira para o órgão no curto prazo. Na ocasião, ela avaliou que o BC estava muito próximo de outras carreiras que já são bem estruturadas.