Com aumento do mínimo, brasileiro trabalhou menos para comprar cesta básica

Em média, o trabalhador necessitou cumprir 102 horas e 16 minutos em março para adquirir os itens essenciais

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SÃO PAULO – O brasileiro que recebe um salário mínimo teve de trabalhar um pouco menos no terceiro mês de 2008 para comprar os bens alimentícios essenciais. Esta redução, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), pode ser justificada pelo aumento do mínimo em março, que passou de R$ 380 para R$ 415.

Em média, o trabalhador necessitou cumprir 102 horas e 16 minutos em março para adquirir a cesta básica, contra 110 horas e 18 minutos em fevereiro e 106 horas e 36 minutos no terceiro mês de 2007.

Os dados fazem parte da “Pesquisa Nacional da Cesta Básica”, divulgada nesta quinta-feira (3).

São Paulo trabalhou mais para pagar

Das 16 capitais analisadas, São Paulo foi a localidade onde as pessoas mais tiveram de trabalhar para conseguir comprar a cesta básica em março: 118 horas e 43 minutos.

Em seguida, vieram os residentes das cidades de Porto Alegre (114 horas e 34 minutos) e Rio de Janeiro (113 horas e 48 minutos). Já as cidades onde as pessoas menos tiveram de trabalhar foram Recife (88 horas e 04 minutos) e Aracaju (89 horas e 11 minutos).

Ranking

Confira, na tabela abaixo, o tempo de trabalho necessário para a aquisição da cesta básica no terceiro mês de 2008, por cidade:

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Posição Cidade Horas trabalhadas
1° São Paulo 118h43min
2° Porto Alegre 114h34min
3° Rio de Janeiro 113h48min
4° Belo Horizonte 113h10min
5° Vitória 109h38min
6° Florianópolis 107h20min
7° Brasília 106h28min
8° Curitiba 104h25min
9° Belém 100h56min
10° Goiânia 100h41min
11° Natal 95h41min
12° Fortaleza 92h50min
13° Salvador 90h51min
14° João Pessoa 90h02min
15° Aracaju 89h11min
16° Recife 88h04min

Fonte: Dieese