CNN indica a trabalhadores americanos que procurem emprego no Brasil

Antes os brasileiros partiam em busca de melhores oportunidades lá fora; hoje é o Brasil que passa a receber mão de obra internacional

SÃO PAULO – Se há dez anos anos atrás os profissionais tentavam fugir do Brasil em busca de melhores oportunidades, hoje a situação parece ser bem diferente. De acordo com uma recente reportagem da CNNMoney, o cenário se inverteu e trabalhadores de todo o mundo passaram a procurar vagas em nosso País.

Segundo o Ministério da Justiça, em 2011, o número de trabalhadores estrangeiros legais saltou 57% para 1,51 milhões. Isso se deu, em grande parte, pela preferência do público jovem dos Estados Unidos, Portugal e Espanha pelo País – que apresentava um mercado consumidor em plena expansão.

E não faltavam razões para essa vinda, já que no mesmo período o setor da construção civil também encontrava-se à todo vapor, na contramão das economias internacionais que estavam sofrendo os efeitos da crise.

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Brasil em evidência
Este ano, o Brasil ultrapassou o Reino Unido e conquistou a sexta posição entre as maiores economias mundiais, atingindo um resultado de US$2,5 trilhões. Para se ter uma ideia, o País ficou atrás apenas dos Estados Unidos (US$15,1), China (US$7,3), Japão (US$5,9), Alemanha (US$3,6) e França (US$2,8).

Na avaliação da CNNMoney, o crescimento foi motivado, em parte, pela alta do consumo interno, que fez com que milhões de pessoas alcançassem a classe média.

Com isso, o desemprego no Brasil atingiu também seus níveis mais baixos, com uma oscilação em torno de 6%.

Na prática
Quem experimentou esse cenário na prática foi o arquiteto espanhol Miguel Serrano, que deixou o conforto da casa de seu pai em Sevilha para morar em São Paulo no último ano.

“Foi um risco, mas eu vim”, declarou o profissional, que afirma que a construção está crescendo a uma taxa incrível por aqui. “O setor habitacional é tão subdesenvolvido que precisa de anos anos para continuar a crescer”, informou à CNN.

Na verdade, o mercado de hipotecas no Brasil representa apenas 5% do PIB (Produto Interno Bruto) doméstico do País. Nos demais países desenvolvidos, esse percentual costuma ser superior a 50%.