Sundar Pichai

CEO do Google recusa generoso bônus em ações

Há mais de dois anos o presidente do Google não recebe bônus em ações   

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(Bloomberg) – Durante anos, Sundar Pichai estava entre os executivos mais bem pagos do mundo. Agora, a realidade é outra: nada de altos salários.

Há mais de dois anos o presidente do Google não recebe bônus em ações. O principal motivo é que Pichai recusou uma enorme bônus com ações restritas em 2018, porque avaliou que já tinha uma remuneração generosa, segundo uma pessoa a par da decisão.

Não se sabe o valor recusado. Mas outro bônus estratosférico – além de centenas de milhões de dólares em prêmios anteriores – poderia ter criado uma nova onda de polêmicas em torno do executivo conhecido por suas boas maneiras.

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Empresas de tecnologia estão sendo cada vez mais culpadas por todo tipo de mazelas da sociedade, como a crescente desigualdade de renda. Pichai, promovido a presidente do Google em 2015 por suas proezas em engenharia, teve que lidar com essas questões ao mesmo tempo em que fazia malabarismos com uma série de outros assuntos de peso político.

“Ele pode ter visto o valor e dito: ’Já recebi o suficiente’ – ou pode estar apenas tentando administrar a imagem sobre seu salário”, disse David Larcker, professor especialista em governança corporativa da Stanford Graduate School of Business.

O conselho de administração da Alphabet, que controla o Google, deve revisar o salário de Pichai ainda este ano, disse a pessoa, que pediu para não ser identificada discutindo um assunto interno.

Até então, quase todos os bônus de ações anteriores de Pichai terão sido transferidos. Isso faz dele uma anomalia entre líderes de alto escalão dos EUA, e até leva a questionamentos sobre o que mais se pode esperar do executivo de 46 anos de idade.

“Claramente, resta muito pouco efeito retentor para Pichai”, disse Fabrizio Ferri, professor associado da Universidade de Miami que estuda remuneração de executivos.

Uma porta-voz do Google não quis dar entrevista e disse que o conselho da Alphabet também não faria comentários. A empresa e seus diretores não disseram nada publicamente sobre uma possível renúncia do CEO no curto prazo. Pichai também nunca mencionou algum tipo de mudança.

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Em 2014, pouco antes de Pichai ser promovido para assumir muitas das responsabilidades do cofundador do Google, Larry Page, o executivo recebeu ações restritas no valor de US$ 250 milhões.

No ano seguinte, quando assumiu a presidência do Google, ganhou US$ 100 milhões em ações. E, em 2016, Pichai recebeu outro bônus no valor de quase US$ 200 milhões.

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–Com a colaboração de Jack Witzig.

Repórteres da matéria original: Mark Bergen em São Francisco, mbergen10@bloomberg.net;Anders Melin em N York, amelin3@bloomberg.net

Para entrar em contato com os editores responsáveis: Jillian Ward, jward56@bloomberg.net, ;Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net, Alistair Barr, Andrew Pollack

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