Brasileiros devem poupar segunda parcela do décimo terceiro, constata ACSP

De acordo com levantamento, 29,5% dos brasileiros pretendem poupar o dinheiro; a primeira parcela foi destinada às compras

SÃO PAULO – Se boa parte dos brasileiros pretendia usar a primeira parcela do décimo terceiro salário para fazer compras, o dinheiro da segunda parcela do benefício tem outro destino. Segundo levantamento realizado pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo), 29,5% dos brasileiros pretendem poupar o dinheiro da segunda parcela do abono natalino.

Apesar de prevalecer o desejo de poupar, a Associação identificou que há ainda aqueles que pretendem gastar o benefício em compras – 24,4% do total dos entrevistados. A pesquisa também revelou que há quem se preocupe em quitar dívidas – ao todo, a Associação identificou 22%.

“Após os dias difíceis de 2009, o comportamento do consumidor brasileiro pode ter mudado um pouco, ou seja, o 13º vai ser usado para comprar o necessário e poupar o possível”, afirmou, por meio de nota, o presidente da Associação Comercial de São Paulo, Alencar Burti.

Compras versus dívidas

PUBLICIDADE

Considerando a pesquisa que identificou o que os brasileiros fariam com a primeira parcela do benefício, o número daqueles que pretendiam realizar compras era de 36,6%.

Já entre aqueles que pretendiam quitar dívidas, o número também era maior (31,7%). E o número daqueles que pretendiam poupar a primeira parcela do benefício era de apenas 14,6%.

Viagem e casa

O levantamento também constatou que 4,9% dos pesquisados devem utilizar a segunda parcela do décimo para realizar viagens, mesma proporção identificada na pesquisa que revelou os destinos dos recursos da primeira parcela.

Diferentemente do identificado no último levantamento, a compra/reforma da casa será o destino dos recursos para 2,4% dos entrevistados – na pesquisa anterior, o percentual era de 4,9%. Outros 2,4% devem ajudar os filhos com o dinheiro.

O percentual de indecisos atingiu 14,6% – o dobro daqueles que não sabiam o que fazer com a primeira parcela (7,3%). Segundo a ACSP, a indecisão maior agora pode mostrar que a distribuição da segunda parcela do benefício ainda não está totalmente definida.