Bancários rejeitam proposta da Fenaban e decidem entrar em greve a partir de terça

Entre as reivindicações está o aumento de 12,8% (equivalente a 5% de aumento real) dos salários e PLR maior

SÃO PAULO – Os bancários de São Paulo, Osasco e Região rejeitaram a proposta apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), de aumento de 8% nos salários (ou 0,56% de aumento real, descontada a inflação) e decidiram entrar em greve a partir da próxima terça-feira (27).

“Não cabe outra alternativa aos bancários que não seja a paralisação ”, disse a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira.

Entre as reivindicações dos bancários, está o aumento de 12,8% (equivalente a 5% de aumento real) dos salários, PLR (Participação nos Lucros e Resultados) maior, valorização dos pisos e vales refeição e alimentação no valor de um salário mínimo – R$ 545. A categoria exige ainda que sejam feitas novas contratações e exige aumento de segurança para os funcionários.

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Já os banqueiros propõem reajuste salarial de 8% (0,56% de aumento real), PLR seguindo a regra básica de 90% de salário, mais parcela fixa de R$ 1.186,86, limitada a R$ 7.755,48 ou 2,2 salários, limitada a R$ 17.062,06, e PLR adicional de 2% lucro líquido, dividido igualmente entre os bancários, limitado a R$ 2.592.

De acordo com o sindicato, os bancários se reunirão em assembleia na próxima segunda-feira (26), a partir das 19h, para organizar a greve, que terá tempo indeterminado.

Consumidor: o que fazer em caso de greve
Caso a paralisação de fato aconteça no início da próxima semana, o consumidor ainda terá à sua disposição os canais de atendimento remoto, composto por postos de atendimento e pela rede de correspondentes como casas lotéricas, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados.

Além disso, as contas que estiverem dentro do prazo de vencimento podem ser pagas por meio das centrais telefônicas dos bancos.

Os clientes podem contar ainda com os serviços de débito automático oferecidos pelas concessionárias em parceria com a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), para pagamento de contas de consumo (água, luz e telefone, por exemplo), além de realizar transações por meio do internet banking, telefone e mobile banking (operações por meio do telefone celular).

Todos os canais citados devem funcionar normalmente, assim como os serviços de compensação de cheques, transferência de recursos via DOC (Documento de Ordem de Crédito) ou TED (Transferência Eletrônica Disponível), bem como o recolhimento de depósitos e pagamentos nos caixas eletrônicos e o abastecimento de numerário desses equipamentos.