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Quem é Max Telles, herdeiro de Marcel Telles na AB InBev

Filho caçula do empresário receberá fatia da companhia avaliada em US$ 6,1 bilhões 

Mitchel Diniz | Lucinda Pinto

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Max Van Hoegaerden Herrmann Telles vai assumir a participação de seu pai, Marcel Telles, na Anheuser-Busch InBev. A fatia do bilionário na fabricante de bebidas é avaliada em US$ 6,1 bilhões, segundo a Bloomberg. A transferência das ações para o herdeiro é considerada um grande passo no plano de sucessão conduzido por Telles e seus sócios, Jorge Paulo Lemann e Carlos Sicupira. No ano 2000 o trio redigiu um acordo para facilitar a passagem de bastão para os seus sucessores – os sócios, têm, ao todo, onze herdeiros. 

O trio começou a preparar seus filhos para dar continuidade aos negócios desde muito jovens. O treinamento inclui uma série de atividades e encontros anuais. Max é o filho caçula de Marcel. Ele e o irmão, Christian, são frutos do casamento do executivo com Bianka van Hoegaerden, de quem o empresário se divorciou em 2009. 

Com bacharelado em artes e minor em economia, Max tem um perfil discreto na rede social Linkedin, com apenas 81 conexões e sem publicações. De acordo com a última atualização da página, sua experiência profissional mais recente foi a de analista financeiro da BTG Pactual Asset Management, onde atuou entre setembro de 2019 e abril de 2022. Max trabalhou nos escritórios da gestora em Londres e em Nova York.

Antes disso, foi trainee do time global da AB InBev em Saint Louis, nos Estados Unidos. Uma regra para todos os descendentes dos três sócios da 3G Capital é que poderão apenas passar um ano como trainee em alguma das companhias do grupo, mas sem precisar passar por processo seletivo.

Entre 2015 e 2016, Max participou de um programa de estágio de verão no Credit Suisse, na área de Investment Bank, e na  Falconi Consultants, enquanto concluía o curso de economia na Wake Forest University.

A sucessão de Marcel Telles por um de seus filhos era um movimento esperado no mercado. Mas episódios recentes , envolvendo tanto a Americanas quanto a Light, que deixaram Marcel muito exposto, pode ter imposto uma aceleração desse processo, na visão de gestores que acompanham de perto o empresário. Esses profissionais não descartam, inclusive, que essa doação da fatia da AB InBev tenha acontecido em um regime semelhante ao de usufruto, no qual a titularidade das ações seria transferida, mas com a manutenção do poder de decisão nas mãos do empresário.

Marcel Telles, de 73 anos, é o mais jovem do trio de bilionários e o que mais passou tempo trabalhando em cervejarias durante a sociedade, que remonta à década de 1970. Ele dirigiu a Brahma do Brasil depois que ela foi adquirida pelo antigo banco de investimentos Garantia, no final dos anos 1980, e depois ajudou a criar a Ambev, em 1999. A AB InBev, fabricante da Budweiser, Stella Artois e Michelob Ultra, foi formada em 2008 após fusões com as belgas Interbrew e Anheuser -Busch.

Ele já transferiu algumas de suas outras  participações para seus filhos, doando ações detidas na imobiliária brasileira São Carlos Empreendimentos e Participações para seus filhos Max e Christian em 2017. Lemann e Sicupira também transferiram ações dessa empresa para seus familiares à época.

Max aparenta ter um perfil mais low profile que o do irmão mais velho, Christian, que se mostra mais ativo nas redes. Em sua página no Linkedin, Christian destaca sua experiência em venture capital. Atualmente é sócio da Expanding Capital, uma firma baseada na California. O currículo tem passagens por outras startups e inclui uma passagem de 11 meses na Ambev, como trainee, além de um estágio de três meses da 3G Capital. 

(com Bloomberg)

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Mitchel Diniz

Repórter de Mercados