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OpenAI fecha acordo com Pentágono após Trump vetar rival Anthropic

Modelos da empresa de Sam Altman serão usados em rede de Defesa dos EUA, após Anthropic ser rotulada pelo presidente como "risco à segurança nacional"

Gabriel Garcia

O CEO da OpenAI, Sam Altman, participa de um evento sobre IA  em Tóquio, Japão. REUTERS/Kim Kyung-Hoon/Foto de arquivo
O CEO da OpenAI, Sam Altman, participa de um evento sobre IA em Tóquio, Japão. REUTERS/Kim Kyung-Hoon/Foto de arquivo

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A OpenAI fechou um acordo com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos para usar seus modelos de inteligência artificial na rede das Forças Armadas.

O anúncio foi feito pelo CEO Sam Altman na noite de sexta-feira (27), em post na rede X.

O movimento acontece horas depois de o presidente Donald Trump determinar que o governo federal pare imediatamente de usar a tecnologia da rival Anthropic.

Mais cedo, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, havia classificado a Anthropic como “risco de cadeia de suprimentos para a segurança nacional”, rótulo que pressiona fornecedores do Pentágono a abandonarem seus modelos.

Altman afirmou que o acordo com o Pentágono respeita duas “linhas vermelhas”: proibição de vigilância doméstica em massa e exigência de responsabilidade humana no uso de força, inclusive em armas autônomas. Segundo ele, esses limites foram incorporados ao contrato.

A Anthropic, que foi a primeira a operar seus modelos na rede de Defesa, vinha tentando garantir cláusulas semelhantes e teve as negociações rompidas.

Em comunicado, a empresa disse estar “profundamente entristecida” com a decisão e prometeu contestar na Justiça a classificação de risco.