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O Will Bank é um banco digital criado em 2017 e que integra o conglomerado do Banco Master desde o início de 2024. A instituição teve sua liquidação extrajudicial decretada nesta quarta-feira (21) pelo Banco Central, após um período em que operou sob regime especial de administração temporária.
O banco nasceu com a proposta de ampliar a inclusão financeira, oferecendo produtos como cartão de crédito sem anuidade para clientes fora do sistema bancário tradicional. O Will ganhou tração principalmente no Nordeste e chegou, no ano passado, a cerca de 9 milhões de clientes.

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Compra pelo Master
O Will Bank foi adquirido pelo Banco Master no início de 2024. À época, a fintech tinha cerca de 6 milhões de clientes e havia registrado faturamento de R$ 2,8 bilhões no ano anterior. Segundo dados do Banco Central, o banco encerrou o primeiro semestre com R$ 14,4 bilhões em ativos, prejuízo de R$ 244,7 milhões e patrimônio líquido em torno de R$ 300 milhões.
Oportunidade com segurança!
Dados mais recentes do BC indicam que o banco fechou o terceiro trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 408,3 milhões, apesar de um histórico recente de deterioração patrimonial.
Preservação após a liquidação do Master
Quando o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, em 18 de novembro de 2025, o Will Bank foi preservado. Na avaliação do regulador, havia interessados em adquirir o banco digital, o que permitiria mantê-lo sob regime especial de administração temporária por até 120 dias.
A expectativa era que uma eventual venda do Will ajudasse a reduzir o passivo do Master e as perdas do FGC. Nesse período, o banco continuou operando enquanto o interventor buscava alternativas no mercado. As negociações, porém, avançaram lentamente e não resultaram em um acordo.
Segundo jornais, nomes como o apresentador Luciano Huck e a Mubadala Capital avaliaram a compra da fintech, mas as tratativas não evoluíram.
Pressão operacional
Antes do anúncio oficial da liquidação, a Mastercard suspendeu a aceitação de transações feitas com cartões emitidos pelo Will Bank, após o banco não honrar pagamentos a participantes do arranjo de cartões. A medida teve como objetivo impedir o aumento da exposição financeira.
A bandeira também executou garantias ligadas a dívidas do Will Bank e passou a deter participações relevantes na varejista Westwing e no BRB.
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Com a ausência de uma venda e o agravamento da situação financeira e operacional, o Banco Central decidiu pela liquidação extrajudicial do Will Bank. Nesse regime, o funcionamento da instituição é interrompido e ela é retirada do sistema financeiro nacional.