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O Ministério Público Federal iniciou uma investigação sobre um suposto desvio de fundos por parte de um ex-executivo sênior do Itaú Unibanco, que deve assumir um cargo importante no banco espanhol Santander nos próximos meses.
Em um documento publicado em dezembro, o maior banco da América Latina acusa seu ex-diretor financeiro Alexsandro Broedel Lopes de se apropriar indevidamente de fundos enquanto trabalhava na instituição. Posteriormente, o banco processou Broedel.
O Itaú alega que seu ex-executivo, contratado pelo Santander no ano passado, violou as políticas internas da empresa ao se envolver com pagamentos irregulares por pareceres encomendados pelo banco.
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Em um documento regulatório, o Itaú disse que investigou a conduta do executivo por vários meses e concluiu haver fortes indícios de que, entre 2019 e 2024, o fornecedor redirecionou parte dos valores recebidos, num total de R$4,860 milhões, para contas de Broedel, usando uma empresa intermediária.
Representantes de Broedel disseram que as acusações são infundadas e sem sentido e que causou estranheza ao seu cliente que o banco tenha levantado suspeitas depois que ele renunciou ao cargo para assumir uma posição global em um dos principais concorrentes do Itaú.
Um porta-voz do Santander disse: “O sr. Broedel é um executivo sênior altamente conceituado que, até julho, era diretor financeiro do Itaú. Ele deve assumir o cargo (de diretor de contabilidade) mais adiante neste ano e estamos monitorando quaisquer desenvolvimentos”.
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O Ministério Público Federal de São Paulo disse em um comunicado que não poderia comentar o caso porque ele está sob sigilo.
Leia também: 10 respostas para entender o caso Broedel, ex-executivo do Itaú suspeito de corrupção
Como parte da ação judicial contra Broedel, o Itaú pediu ao Judiciário que registrasse a existência de um processo contra ele na escritura de uma casa avaliada em R$ 10 milhões que o executivo está tentando vender. O pedido tem como objetivo garantir que o Itaú terá acesso aos fundos relacionados a qualquer venda caso vença o processo.
Nesta quinta-feira, uma juíza brasileira concordou com o pedido.
De acordo com o representante de Broedel, o executivo decidiu vender sua casa porque agora está morando na Espanha.
