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Sensação de tristeza e agradecimento pelo tempo de casa. Foi assim que funcionários da Casas Bahia (BHIA3) se despediram da empresa e dos colegas de trabalho nas redes sociais, após demissão de 3 mil pessoas pelo grupo apenas neste mês. A companhia, que há anos vem passando por crise financeira, entrou com pedido de recuperação judicial na noite deste domingo, após acumular R$ 17,3 bilhões em dívidas.
Alexandra Batista, que trabalhava havia seis anos na filial 1752, no Shopping Jardins, em Aracaju (SE), publicou um vídeo em que aparece chorando ao encontrar a antiga farda da empresa no varal de casa.
“Foi uma experiência incrível de aprendizado, conhecimento. Agora é só muita tristeza”, afirmou. Em outro trecho, disse sentir uma “sensação de impotência, de tristeza, de falta” e que não sabia explicar o sentimento. “Parece que a ficha está caindo agora” .
Em Caraguatatuba (SP), Caroline Silva, da filial 1089, também se despediu da companhia com um post em uma rede social. “Hoje encerro um ciclo… O ciclo mais lindo e aleatório da minha vida, que foi aqui com eles que eu comecei a construir minha história, amadureci, e conquistei tudo que eu tenho hoje”, escreveu no domingo. Uma foto do comunicado da dispensa e de seu antigo crachá acompanham a mensagem.

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Daniel Góes, da unidade de Afogados da Ingazeira (PE), foi outro que publicou uma mensagem de despedida no sábado passado. “Hoje encerro um ciclo muito especial junto a Casas Bahia de Afogados da Ingazeira. Foram muitos momentos, aprendizados, desafios, conquistas e, principalmente, pessoas que fizeram parte dessa história”, escreveu. Ele agradeceu a clientes e colegas e afirmou levar consigo “gratidão, boas lembranças e a certeza de que tudo valeu a pena”.
Já Caroline Lacowictz relatou ter passado dez anos na Casas Bahia, trabalhando nas filiais 1815, em Mafra, e 2115, em Navegantes, ambas em Santa Catarina. “Uma história construída, aonde cresci, amadureci, errei, aceitei, conquistei, e aonde conheci pessoas maravilhosas, que levo em meu coração até hoje. Orgulho de ter feito parte dessa empresa”, escreveu.
As 3 mil demissões representam 10% da força de trabalho que a empresa tinha no fim do segundo trimestre. Além das dispensas, o grupo fechou quase 300 lojas neste mês.
* Especial para O GLOBO