Bilionário mais jovem do mundo não tira folga há 3 anos e diz como evita burnout

Brendan Foody, 22 anos, teve a ideia de criar a Mercor, uma startup de recrutamento com IA, em um hackathon em São Paulo

Eva Roytburg Jessica Coacci Fortune

Brendan Foody (à direita), que diz nunca ter tirado folga nos últimos 3 anos (Fotos: Divulgação/Mercor)
Brendan Foody (à direita), que diz nunca ter tirado folga nos últimos 3 anos (Fotos: Divulgação/Mercor)

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Sai da frente, Mark Zuckerberg — o Vale do Silício tem um novo nome jovem para exibir entre seus fundadores precoces. O bilionário Brendan Foody, de 22 anos, está desafiando o estereótipo de que a Geração Z não gosta de trabalhar duro.

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Foody faz parte do trio de jovens de 22 anos da região de San Francisco, EUA, que passou de colegas do time de debate para bilionários por conta própria, graças a uma rodada enorme de investimentos para a startup de recrutamento com IA deles, a Mercor.

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Quando o modelo da empresa foi criado em um hackathon (maratona de inovação tecnológica) em São Paulo, Foody sabia que ele, Adarsh Hiremath e Surya Midha tinham construído algo impossível de aprender em sala de aula.

Sua plataforma de contratação baseada em IA automatiza etapas do processo seletivo, como triagem de currículos, compatibilidade de candidatos e entrevistas com IA.

Em nove meses, ele e os cofundadores transformaram a ideia em uma empresa com uma projeção anual de receita de US$ 1 milhão — que eles afirmam ser uma das startups de crescimento mais rápido da era da IA.

A fortuna deles foi consolidada com uma rodada recente de investimentos de US$ 350 milhões liderada pela Felicis Ventures, com participação da Benchmark, da General Catalyst e do novo investidor Robinhood Ventures — elevando a startup ao status de “decacórnio” (um unicórnio multiplicado por 10) com uma avaliação de US$ 10 bilhões.

Depois de abandonar a faculdade em Georgetown para se dedicar totalmente à Mercor, os dias de Foody não são cheios de cafés, eventos sociais e tempo livre luxuoso.

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Mesmo com a agenda lotada de reuniões (que, segundo ele, em uma semana longa podem chegar a um total de 40 horas), Foody diz que sua paixão pelo negócio mantém o empreendedor e ex-bolsista da Fundação Thiel firme.

“Eu prefiro quando não tenho reuniões demais”, disse Foody à Fortune. Com tanto investimento no negócio e tão pouco tempo livre, um bom dia para Foody agora significa escrever documentos ou lapidar ideias.

Jornadas longas geralmente são associadas a startups da região da baía de San Francisco que adotam o modelo de trabalho “996” importado da China — no qual funcionários trabalham das 9h às 21h, seis dias por semana.

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Foody afirma que um dos hábitos que o levou ao status de bilionário foi nunca tirar um dia de folga.

“Trabalhamos muito — eu trabalhei todos os dias nos últimos três anos”, disse ele.

“As pessoas geralmente entram em burnout não apenas por trabalharem muito, mas por trabalharem muito em algo que não gera satisfação ou progresso cumulativo.”

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Essa filosofia só se consolidou depois que Foody deixou a universidade. Antes de abandonar os estudos, ele achava que trabalho era algo com o qual havia apenas se acostumado.

“Muitas vezes eram coisas que eu não gostava de fazer”, disse. “Mas quando comecei a Mercor, virou essa sensação de obsessão — algo em que eu não consigo parar de pensar, mesmo quando estou jantando com meus pais ou fazendo qualquer outra coisa. Fica martelando no fundo da minha cabeça.”

Ver o impacto do trabalho é importante

“Acho que garantir que eu veja o impacto do que faço — o retorno sobre o investimento de colocar uma quantidade enorme de tempo — é o mais importante”, acrescentou.

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“Eu realmente não consigo tirar um dia de folga porque tenho essa vontade impulsiva de voltar ao trabalho. Então, acho que encontrar aquilo que realmente te deixa obcecado e no qual você consegue despejar sua vida inteira é uma das coisas mais importantes.”

Aos 22 anos, os três cofundadores são mais jovens do que Mark Zuckerberg era quando se tornou bilionário aos 23. Antes de Foody assumir o título de bilionário mais jovem do mundo a construir sua própria fortuna, relatos afirmavam que Shayne Coplan, CEO da Polymarket, ocupava o posto — aos 27.

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