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A consolidação de uma agenda permanente de grandes shows internacionais e festivais em São Paulo está impulsionando um novo momento na Galeria do Rock. Com um faturamento anual de R$ 200 milhões em 2025, o centro comercial busca formas de se conectar com fãs cada vez mais conectados à vida de seus artistas via redes sociais.
Após restabelecer um fluxo de visitas similar ao do período pré-pandemia, a Galeria do Rock projeta um aumento de 10% de faturamento das suas lojas em 2026 e, depois, cerca de 20% em 2027.
Localizada na ponta da Avenida São João, a Galeria do Rock se consolidou a partir dos anos 1990 como um conjunto comercial dedicado a movimentos culturais urbanos. Para além das lojas de camisas e discos, as várias vertentes do rock, é claro, junto aos skatistas e a cena do hip-hop transformaram o espaço em um patrimônio cultural da cidade.
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“Ao longo destes 30 anos, acompanhamos a transformação de toda essa expressão cultural. Quando começamos lá atrás, não existia a internet”, diz o vice-presidente da atual gestão da Galeria do Rock, Marcone Moraes. “Toda a forma como as pessoas interagiam entre si e sua relação com as bandas mudou.”
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A gestão quer capturar essa mudança. Um rooftop recentemente instalado no prédio tem atividades culturais semanais e shows aos sábados, iniciados às 11h. A ideia é que pais possam levar seus filhos a uma alternativa aos grandes eventos noturnos de rock, introduzindo as novas gerações ao estilo musical.
“A relação do fã com as bandas também mudou muito. Hoje, ele vê praticamente todo o dia a dia do artista nas redes sociais”, aponta Moraes. “A transformação está em onde ele pode ter acesso à cultura do rock’n’roll, ver um show, banda ou exposição e também ter acesso a produtos oficiais”, avalia.
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De um lado, a Galeria fez uma parceria com a loja Consulado do Rock e a empresa de merchandising Merch, de produtos oficiais autorizados pelas próprias bandas. Em outra frente, o espaço fará ativações comerciais de grandes eventos musicais em curso na cidade de São Paulo, incluindo até a negociação para que integrantes da banda compareçam pessoalmente ao conjunto para aumentar a capilaridade das interações: “A ideia é que o público tenha uma continuidade da experiência dos shows”.
A mais recente inauguração dentro do centro comercial foi uma loja oficial da banda Fresno, onde fãs fazem filas, especialmente aos sábados, para ter contato com os integrantes do grupo.

Revitalização do centro
Além de iniciativas próprias, a Galeria do Rock deve aproveitar um movimento de tentativa de revitalização da região no Centro de São Paulo. Moraes diz ter visto, nos últimos dois anos, um aumento no policiamento da região que reduziu receios dos moradores em frequentar espaços próximos ao centro comercial.
“Percebemos uma melhoria da relação de segurança e zeladoria na região central. Isso traz de volta um público que, durante um tempo, ficou com medo de frequentar a região. Nunca houve receio de vir até a galeria, mas hoje as pessoas saem daqui a pé, passam pelo Vale do Anhangabaú, vão até o Shopping Light, o Copan”, pontua.
Como existe hoje, o projeto da Galeria do Rock nasceu em 1993, quando foi formado em modelo de condomínio administrado por anos pelo síndico Toninho Moraes, pai de Marcone. Em paralelo, a família também faz parte do Instituto Cultural Galeria do Rock, dedicado a preservar e expandir o legado do empreendimento.
Tombado em 2007 pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico (Conpresp) sob seu nome oficial, Centro Comercial Grandes Galerias, o espaço está localizado em um espaço que desperta interesse dos órgãos públicos. Como forma de financiar a restauração da fachada, projeto para o próximo ano que pode custar até R$ 600 mil, a empresa espera aproveitar o apelo comercial do Boulevard São João, projeto de revitalização em parceria entre o Governo do Estado, a Prefeitura de São Paulo e a iniciativa privada.
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Nos dias de semana, a Galeria do Rock recebe cerca de 10 mil pessoas, número que chega a 15 mil nas sextas-feiras. Durante os sábados, são até 25 mil visitas. Em finais de semana de grandes eventos, como Fórmula 1 ou grandes festivais, essa frequência chega a 35 mil pessoas.