Executiva da BYD afirma que maior desafio para expansão é a geopolítica

Stella Li disse que a empresa decidiu ​não vender carros de passeio nos EUA por enquanto, apesar de já estar ​presente no país há “muito tempo”, pois a situação é “complicada”

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CINGAPURA, 8 Out (Reuters) – O ⁠principal desafio à expansão da ⁠BYD é a geopolítica, afirmou Stella Li, ‌vice-presidente executiva da BYD, nesta quinta-feira, meses depois que o presidente da empresa chinesa declarou ‌que a meta é se tornar a maior montadora do mundo em cinco anos.

“Quando fazemos negócios, queremos agir com certeza e visibilidade para que possamos controlar a situação ⁠e, ‌assim, investir. Mas, com a geopolítica, nunca ⁠se sabe qual é a intenção nem o que eles estão fazendo”, disse Li na Cúpula da Ásia do Milken Institute, em Cingapura.

Li disse que a empresa decidiu ​não vender carros de passeio nos EUA por enquanto, apesar de já estar ​presente no país há “muito tempo”, pois a situação é “complicada”.

“Não temos clareza, visibilidade e estabilidade lá, então decidimos esperar e não entrar no mercado norte-americano de carros de ‌passeio neste momento.”

Li disse que ​a BYD não tem planos de fazer parcerias com outras empresas chinesas, dada sua liderança em diversas áreas, ⁠como armazenamento ​de energia e ​painéis solares. “Somos líderes em vários setores, não apenas em ⁠automóveis”, afirmou ela.

Li também ​disse que tem sido difícil contratar pessoal suficiente na China e que a empresa espera utilizar ​robôs industriais no futuro.

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Ela destacou que as ações da BYD na bolsa de ​Hong Kong estavam “extremamente ⁠subvalorizadas” em comparação com as empresas americanas, já que a ⁠BYD é uma empresa de engenharia e não apenas uma montadora.

Ela também disse que a Nvidia continua sendo um parceiro “muito forte” na área de chips para a BYD.