Emirates oferecerá incentivos e garantias de segurança diante de impacto da guerra

A companhia aérea estatal manterá sua estratégia ‌de preservar os horários de voo, apesar do aumento dos custos

Reuters

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BERLIM, 9 jun (Reuters) – A Emirates lançará ⁠incentivos com o objetivo de reconquistar os viajantes preocupados ⁠com a prolongada guerra no Irã, priorizando a confiabilidade e o suporte ‌ao cliente em vez de tarifas mais baixas, disse o presidente da companhia aérea, Tim Clark, à Reuters nesta terça-feira.

A companhia aérea estatal manterá sua estratégia ‌de preservar os horários de voo, apesar do aumento dos custos, disse Clark em sua primeira entrevista a uma agência de notícias internacional desde o início do conflito no final de fevereiro, que afetou as companhias aéreas do Oriente Médio.

A empresa oferecerá ‘todo tipo de incentivos além do preço’ para encorajar os passageiros a retornarem, ⁠disse ‌ele, mesmo com as negociações para pôr fim ao conflito se arrastando e ⁠os ataques na região do Golfo Pérsico aumentando nos últimos dias.

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‘Essas poderiam ser novas maneiras de garantir a segurança das operações, por exemplo’, disse Clark à margem de uma cúpula do setor em Berlim, acrescentando que a companhia aérea também abordaria as preocupações com voos cancelados e passageiros ​retidos.

‘Cuidaremos de tudo isso, inclusive transportando-os em outras companhias aéreas, se necessário, para trazê-los para casa ou levar as crianças à escola’, disse o executivo, ​acrescentando que a segurança de voo continua sendo a principal prioridade da companhia. Clark também afirmou que a Emirates está em negociações com governos e órgãos reguladores para flexibilizar as restrições ao espaço aéreo do Oriente Médio, que tem sido limitado pela guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.

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A Agência ‌Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) emitiu alertas de ​zona de conflito, aconselhando as companhias aéreas a evitarem sobrevoar partes do Golfo Pérsico e do Oriente Médio.

‘Estamos conversando com eles’, disse Clark, referindo-se aos governos da região, ao mesmo tempo em ⁠que reconheceu o dever dos ​órgãos reguladores de proteger ​os passageiros. ‘Contamos com que os governos sejam um pouco menos restritivos nos alertas que emitem sobre viagens ⁠pelo Oriente Médio.’

Ele acrescentou que a Emirates ​estava em contato próximo com os governos regionais e afirmou que o compartilhamento de informações com as companhias aéreas era amplo para garantir operações seguras.

Clark afirmou que a companhia aérea ​não poderia reduzir os preços das passagens por enquanto para atrair viajantes de volta ao seu principal hub em Dubai. ‘O preço da ​passagem depende muito do preço ⁠inicial do petróleo, e no momento o preço do petróleo está oscilando’, disse.

Ele acrescentou que a Emirates ainda ⁠espera uma boa temporada de verão, apesar do conflito ter deixado as cabines de primeira classe com cerca de metade da ocupação, e previu que os preços do petróleo acabarão por cair de cerca de US$90 por barril para cerca de US$70.

‘E então voltaremos’, disse ele. ‘Mas é uma questão de quanto tempo isso levará.’

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