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Caedu fatura primeiro bilhão em 2023 e quer dobrar de tamanho nos próximos três anos

Empresa quer expandir além de São Paulo e deve desembolsar cerca de R$ 250 milhões

Mitchel Diniz

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Com 81 lojas próprias em três estados brasileiros (São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul), a varejista de moda Caedu registrou faturamento superior a R$ 1 bilhão pela primeira vez em 2023. Agora, a empresa quer dobrar o número de pontos de venda até 2026 e já tem inaugurações previstas para Goiânia e Distrito Federal.

“É uma rota de expansão otimizada também, porque a gente é muito cuidadoso com os nossos custos, para garantir o preço que o cliente pode pagar”, afirmou Leninha Palma, presidente do conselho de administração da Caedu em entrevista ao podcast Do Zero ao Topo. A varejista continua focada no público classe C e pretende desembolsar algo em torno de R$ 250 milhões para financiar a expansão dos próximos anos.

“A gente busca várias formas [de financiamento]. Emissão de debêntures a gente já tem, provavelmente vamos emitir mais uma. A gente gera bastante caixa também, então é uma empresa que está saudável, com pé no chão. Não é um crescimento a qualquer custo”, afirma Leninha.

Ela explica que a expansão fora de São Paulo deve privilegiar a atual capacidade logística da Caedu. “Até a Bahia a gente é capaz de atender com o nosso centro logístico para otimizar essa despesa”, afirma. O centro logístico da Caedu está localizado em Cajamar, na região metropolitana de São Paulo.

A executiva admite que a empresa já passou por percalços, com uma expansão sem critério no passado, e aprendeu com os próprios erros. Em um momento difícil para o varejo, toca a expansão com disciplina, estudando os locais certos para abertura de novas lojas e procurando manter preços que caibam no bolso de seus clientes, em um cenário de inadimplência ainda elevada. “A gente tem bastante conhecimento sobre esse público […] Acho que essa é a fortaleza do negócio, para que continue expandindo, sem brecar nesse momento”.

A Caedu foi fundada em 1975 pelo casal Vicente e Teresa Palma. O negócio começou com uma pequena loja de roupas de fabricação própria no Brás, região de comércio popular da capital paulista. Antes disso, Vicente trabalhou como mascate, levando mercadorias para vender no interior do estado. Leninha é filha caçula dos fundadores da empresa. “Cresci em um ambiente cheio de meninos mas com muita abertura para ser eu mesma”, afirma.

Três dos cinco filhos do casal decidiram continuar tocando os negócios, como sócios da empresa da família. A Caedu começou a se profissionalizar de fato em 2008, com a entrada de profissionais do mercado na gestão. O movimento resultou na criação de um conselho de administração e de um plano de sucessão. Hoje, o CEO da Caedu é Edson Garcia, que não é membro da família fundadora.

Além da produção própria, 30% dos itens comercializados pela Caedu são importados, sobretudo artigos de inverno. A empresa também tem uma parte de e-commerce, desenvolvida com função de “participar da jornada do cliente”, segundo Leninha.

“Não é uma intenção da empresa migrar para o e-commerce e fazer disso um diferencial. A gente trata naturalmente como jornada do cliente, ele tem a função da ominicanalidade”, afirma. A concorrência chinesa não passa despercebida. “É uma concorrência desleal. […] A Caedu fica um pouco mais blindada por conta dos preços que pratica e posicionamento que assume”. O tíquete médio da empresa é de R$ 120.

O cartão de crédito da loja é visto como “bastante significativo” pela executiva nos negócios da empresa. “É um público que precisa de financiamento, de poder parcelar. […] A inadimplência subiu, mas a nossa foi infinitamente menor que a do mercado, muito bem controlada, por conta desse nosso conhecimento do público e por darmos crédito de forma consciente, negando quando não é possível conceder”.

Sobre o Do Zero ao Topo

O podcast Do Zero ao Topo entra no seu quinto ano de vida e traz, a cada episódio, um empreendedor(a) ou empresário(a) de destaque no mercado brasileiro para contar a sua história, compartilhando os maiores desafios enfrentados ao longo do caminho e as principais estratégias usadas na construção do negócio.

O programa já recebeu nomes como o Fernando Simões, do Grupo SimparStelleo Tolda, um dos fundadores do Mercado Livre; o empresário Abílio DinizRodrigo Galindo, chairman da Cogna; Paulo Nassar, fundador e CEO da CobasiMariane Morelli, cofundadora do Grupo Supley; Luiz Dumoncel, CEO e fundador da 3tentos; José Galló, executivo responsável pela ascensão da Renner; Guilherme Benchimol, fundador da XP Investimentos; e contou dezenas de histórias de sucesso. Confira a lista completa de episódios do podcast neste link.

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Mitchel Diniz

Repórter de Mercados