iPhone Duo, da Apple, vai custar a partir de R$ 21.999 no Brasil; veja

Do 'tamanho de um passaporte', aparelho dobrável da Apple é anunciado em evento nesta quarta-feira; aparelho estará disponível a partir de outubro no Brasil

Ativos mencionados na matéria

iPhone Duo (Foto: Reprodução / Apple)
iPhone Duo (Foto: Reprodução / Apple)

Publicidade

Esta quarta-feira (9) foi um dia de novidades para a Apple (AAPL34). Na primeira apresentação de produtos liderada pelo novo CEO, John Ternus, uma série de executivos da companhia apresentou as novidades da companhia — da nova versão da Siri, inteligência artificial da empresa, ao novo chip desenvolvido pela companhia.

Um dos lançamentos mais aguardados, o iPhone 18 Pro, foi apresentado com melhorias na câmera e bateria, além de velocidade de carregamento. A versão com 256 GB da versão Pro custará a partir de US$ 1.199 dólares, enquanto a versão de 256 GB do 18 Pro Max sairá por preços a partir de US$ 1.299. O AirPod 5, com 50% mais redução de ruídos e tradução simultânea, também foi apresentado, por US$ 129.

Mas nenhum produto era tão aguardado quanto o último anunciado: o iPhone Duo, a versão dobrável do aparelho da Apple. Com tela interna de 5,4 polegadas e tela externa de 7,6 polegadas, o modelo foi apresentado como ‘do tamanho de um passaporte’.

iPhone Duo, o aparelho dobrável da Apple (Foto: Reprodução / Apple)

A tela do novo aparelho é 50% maior que a do iPhone 18 Pro Max e 80% maior que a do iPhone 18 Pro.

O aparelho vai custar a partir de US$ 1999 nos Estados Unidos. No Brasil, a pré-venda começa no dia 16 de outubro, às 9h e o custo será a partir de R$ 21.999, na versão de 256 GB. A versão mais potente, com 2 TB, custará a partir de R$ 30.999.

Estreia de Ternus

A apresentação foi a estreia de Ternus, que assumiu o comando em 1º de setembro enquanto o veterano CEO Tim Cook permanece na Apple como chairman executivo. “Fizemos avanços enormes nas áreas mais importantes”, disse o CEO John Ternus durante a apresentação, o que inclui inteligência artificial, duração da bateria e recursos de câmera.

Continua depois da publicidade

Desta quarta-feira, o mercado também conseguiu uma sinalização que esperava: uma grande mudança no calendário anual de lançamentos da ​Apple. Analistas esperavam que ⁠a Apple apresentasse novos relógios e se concentrassem no novo dispositivo dobrável e nos iPhones Pro e Pro Max, adiando as atualizações dos modelos de iPhone ⁠mais acessíveis até o primeiro semestre de 2027. Foi exatamente o que aconteceu.

A estratégia, segundo analistas, serve para suavizar o ciclo anual de vendas da Apple, que normalmente apresenta um grande aumento de receita durante o quarto trimestre nos Estados Unidos e ​Europa.

Mudança para a Apple

O telefone dobrável representa a maior mudança de design no produto principal da empresa em sua história. E pode representar também uma mudança para toda a categoria.

Continua depois da publicidade

Isso porque, apesar de chamarem a atenção pela aparência curiosa e tamanho grande da tela, os smartphones dobráveis conquistaram apenas uma participação pequena no mercado global de smartphones.

Samsung ​Electronics e Huawei Technologies já estão no mercado desde 2019, mas, mesmo assim, os aparelhos continuam sendo um nicho entre os entusiastas de tecnologia. A Apple pode mudar isso porque, mesmo com ​um preço elevado, empresas de pesquisa de mercado como a IDC esperam que a Apple venda todos os iPhones dobráveis que tiver e garanta uma participação de 40% nesse lucrativo nicho até o final do próximo ano.

Analistas também esperam que a Apple se beneficie de sua entrada tardia ‌na categoria de celulares dobráveis ao superar desafios ​importantes de engenharia, como a criação de uma dobradiça elegante, porém resistente, capaz de suportar aberturas repetidas e minimizar a visibilidade do vinco no ponto onde a tela se dobra.

Continua depois da publicidade

Autor avatar
Mariana Amaro
Business | Consumo | Minhas Finanças

Jornalista com experiência na cobertura de negócios e empreendedorismo. Apresenta o podcast Do Zero ao Topo