UFRJ aprova cotas para pessoas transgênero em graduação e pós a partir de 2026

Universidade reserva 2% das vagas via Sisu e se une a outras federais

Estadão Conteúdo

UFRJ - Divulgação
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O Conselho Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aprovou nesta quinta-feira, 30, a implementação de cotas para pessoas transgênero nos cursos de graduação e pós-graduação.

A nova política reserva 2% das vagas para esse grupo social. Elas serão acessadas via Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e já estarão disponíveis na próxima edição do programa, com ingresso dos primeiros estudantes em 2026.

“As cotas são um mecanismo de justiça social e de reparação, além de representarem uma resposta ao contexto de exclusão”, afirmou o reitor da UFRJ, Roberto Medronho.

Oportunidade com segurança!

A Superintendência-Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade (Sgaada) da instituição trabalhava desde outubro de 2024 para construir uma política de cotas para pessoas transgênero.

A UFRJ foi considerada a segunda melhor instituição de ensino superior do Brasil neste ano, atrás apenas da Universidade de São Paulo (USP), de acordo com o Center for World University Rankings (CWUR).

Um levantamento realizado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) mostrou que, com a aprovação, a UFRJ se junta a pelo menos outras 29 universidades federais que oferecem cotas para pessoas transgêneros a partir da graduação. Quase metade dessas instituições está localizada na Região Sudeste, e o Rio de Janeiro é o Estado com o maior número de federais que têm políticas do tipo.

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Em São Paulo, três instituições federais têm um sistema de reserva de vagas para pessoas transgêneros: Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Universidade Federal do ABC (UFABC). A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que faz parte da rede estadual de ensino superior, também aprovou uma política semelhante em abril.

Veja lista das universidades federais que oferecem cotas para pessoas Transgêneros

Região Norte

Região Nordeste

Região Centro-Oeste

Região Sudeste

Região Sul

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