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A prisão da advogada e influenciadora Deolane Bezerra, realizada nesta quinta-feira (21), teve como origem a troca de bilhetes ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), apreendidos há sete anos em um presídio em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo.
A prisão ocorreu no âmbito da operação Vérnix, realizada em conjunto com o Ministério Público e a Polícia Civil, que apura um possível esquema que utilizava transportadoras de carga fantasmas para lavar dinheiro para a facção. Os recursos advindos do esquema eram repassados para outras contas, duas das quais pertencem a Deolane.
Deolane foi presa pela manhã em sua residência em Barueri, na região metropolitana de São Paulo, após retornar de uma viagem internacional à Itália. Em 2024, a influenciadora já havia sido presa em uma investigação sobre suspeitas de crimes envolvendo plataformas de apostas online.
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Além da influenciadora, foram cumpridos mandados de prisão contra Marcos Willians Herbas Camacho, apontado como chefe da facção, além de seu irmão e dois sobrinhos. Como o investigado já estava preso, ele passa a responder por uma nova ordem de prisão.
Segundo informações obtidas pelo G1, os bilhetes citados pela investigação estavam com dois presos, Gilmar e Sharlon Praxedes da Silva, e continham ordens da facção, contatos com membros do alto escalão do PCC e listas de ações violentas cometidas contra servidores públicos.
No material, foram encontradas menções a uma “mulher da transportadora”, apontada nos bilhetes como responsável por levantar os endereços de agentes públicos e viabilizar os ataques.
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A referência levou o Ministério Público a abrir um novo inquérito e voltar a tentar identificar quem seria a mulher citada, além de entender a ligação entre a transportadora de cargas e a facção.
Outro fator que liga Deolane às investigações, segundo a PF, foi a apreensão de um celular em 2021, na operação Lado a Lado. O aparelho pertencia a Ciro Cesar Lemos, apontado como operador financeiro do esquema.

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Segundo a investigação, no celular foram encontrados detalhes sobre a lavagem de dinheiro e conexões financeiras do investigado com Deolane Bezerra, incluindo comprovantes de depósitos nas contas da influenciadora.
Entre 2018 e 2021, Deolane recebeu R$ 1.067.505, segundo o veículo, em depósitos fracionados inferiores a R$ 10 mil. O baixo valor era utilizado para dificultar o rastreamento financeiro.
Os investigadores também encontraram quase 50 depósitos feitos em duas empresas ligadas a Deolane, totalizando R$ 716 mil.