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A queda da ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, no interior do Acre, mobilizou equipes de resgate, levou à transferência de pacientes em estado grave para Rio Branco e abriu uma investigação sobre as condições da estrutura, inaugurada há pouco mais de dois anos.
O desabamento ocorreu na noite de sexta-feira (5), apesar de a travessia já estar interditada desde o dia anterior. Segundo o governo estadual, a medida havia sido adotada após a identificação de danos estruturais que passaram a ser acompanhados por equipes técnicas.
Quatro pessoas ficaram feridas. Duas delas sofreram lesões graves e precisaram ser removidas para a capital acreana.
Oportunidade com segurança!
A operação de socorro envolveu ambulâncias do Samu de Bujari e Manoel Urbano, além do apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), do Corpo de Bombeiros Militar do Acre e de uma unidade avançada de atendimento enviada de Rio Branco para auxiliar na transferência dos pacientes.
Alerta antecedeu o acidente
Pouco antes do desabamento, uma das vítimas havia registrado em vídeo a situação da ponte. Edinaldo Muniz, juiz aposentado, realizou uma transmissão ao vivo nas redes sociais relatando informações recebidas de moradores sobre problemas em duas pilastras da estrutura.
Na gravação, ele afirmou que a ponte havia sido interditada após o suposto comprometimento dos pilares e questionou a durabilidade da obra. A transmissão foi encerrada por volta das 19h20, horário próximo ao da divulgação da primeira nota oficial do governo sobre o caso.
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Obra custou R$ 36 milhões
De acordo com o governo do Acre, a construção da ponte recebeu investimento de R$ 36 milhões e levou quase dois anos para ser concluída. Do total aplicado, R$ 20 milhões foram destinados pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran), enquanto o restante veio de recursos próprios do Estado.
A execução da obra ocorreu por meio de uma parceria entre o Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre) e a empresa privada Cidade.
As causas do desabamento ainda serão investigadas pelas autoridades estaduais e pelos técnicos responsáveis pela avaliação da estrutura.
