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O adolescente de 16 anos agredido pelo piloto Pedro Arthur Turra Basso, em frente a um condomínio em Vicente Pires, no Distrito Federal, morreu neste sábado (7), após passar 16 dias internado em estado gravíssimo. A informação foi confirmada pelo advogado da família, Albert Halex. O jovem estava hospitalizado em uma unidade particular de Águas Claras desde a madrugada de 23 de janeiro, quando sofreu uma sequência de agressões durante uma briga.
Segundo a investigação, o adolescente foi atacado pelo piloto e empresário de 19 anos. Durante o episódio, a vítima bateu a cabeça na porta de um carro, sofreu traumatismo craniano e chegou a ter uma parada cardiorrespiratória de cerca de 12 minutos. Desde então, permanecia em coma induzido.

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Com a morte confirmada, o caso passa a ter novo peso jurídico. Turra está preso preventivamente desde o início de fevereiro no Centro de Detenção Provisória (CDP) do Complexo da Papuda. Na sexta-feira (6), o Superior Tribunal de Justiça negou pedido de habeas corpus apresentado pela defesa, mantendo a prisão.
Oportunidade com segurança!
A Justiça determinou que o investigado permaneça em cela individual, após relatos de ameaças feitas por policiais e outros detentos. A decisão é do desembargador Diaulas Ribeiro, da 2ª Turma Criminal, que ressaltou que a medida não configura prisão especial, mas visa garantir a integridade física do preso. A direção da Papuda também se manifestou a favor da manutenção do isolamento.
A confusão que deu origem ao caso ocorreu após uma discussão iniciada por uma brincadeira, quando Pedro Turra teria jogado um chiclete mascado em direção a outra pessoa.
Ele chegou a ser preso em flagrante, mas foi solto após pagamento de fiança de R$ 24,3 mil. Com a repercussão do caso, acabou desligado da temporada 2026 da Fórmula Delta, categoria escola, e voltou a ser preso preventivamente por decisão judicial.
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Além do episódio que resultou na morte do adolescente, a Polícia Civil investiga outras três ocorrências envolvendo Turra. Entre elas estão uma briga registrada em uma praça de Águas Claras em junho de 2025, a denúncia de que teria forçado uma jovem menor de idade a ingerir bebida alcoólica e uma agressão contra um homem de 49 anos em uma discussão de trânsito. Duas dessas denúncias só chegaram às autoridades após a repercussão do caso mais recente.
A defesa do piloto afirma que ele não tem direito a prisão especial, mas a Justiça reforçou que o isolamento atual se dá exclusivamente por razões de segurança, sem privilégios em relação às condições aplicadas aos demais detentos.