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Um funcionário de uma empresa parceira da Enel foi preso em flagrante nesta quinta-feira (11) por cobrar R$ 2.500 para restabelecer o fornecimento de energia em estabelecimentos comerciais na Vila Mariana, zona Sul de São Paulo.
Mais de 800 mil imóveis enfrentam problemas no fornecimento de energia na cidade desde quarta-feira (10), quando um vendaval atingiu a região sudeste.

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Segundo prints de uma conversa por WhatsApp obtidos pela CNN, o funcionário afirmou que só realizaria o serviço após a transferência bancária do valor solicitado por um rapaz. O técnico chegou a dizer que, caso não recebesse o dinheiro, pegaria o caminhão e sairia do local.
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O subprefeito da Vila Mariana, Rafael Minato, se passou por um comerciante da região e questionou o técnico sobre o que seria necessário para que a luz do seu estabelecimento fosse religada.
Em um vídeo, o técnico justifica o pedido do valor alegando que precisaria se deslocar até outra rua, o que não faz parte do serviço original. “Meu trampo é aqui, para ir ali vou cobrar”, disse.
O técnico teria sido preso logo em seguida, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, por corrupção passiva.
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Em nota, a Enel afirmou que os serviços de atendimento a emergências, como reparos na rede da distribuidora para restabelecimento de energia, não estão sujeitos a cobrança individual ao cliente.
A companhia reforça que qualquer exigência de pagamento para reparos na rede elétrica da distribuidora é proibida e está fora das regras de conduta da empresa.
A empresa também destaca que todas as medidas cabíveis serão adotadas para evitar esse tipo de conduta por parte de funcionários próprios ou terceiros.