Datafolha: 56% rejeita eutanásia, mas se divide sobre interromper tratamentos

Apesar da rejeição aos métodos que encerram a vida, população se divide sobre manter tratamentos para doenças sem cura

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A maioria dos brasileiros é contra a eutanásia e ao suicídio assistido, mas não tem uma opinião majoritária sobre se médicos deveriam ou não poder interromper tratamentos para prolongar artificialmente a vida de pacientes sem chances de cura.

De acordo com a pesquisa Datafolha, divulgada no sábado (15), 56% dos entrevistados são contrários a eutanásia, enquanto 39% são a favor do método. A rejeição é maior para o suicídio assistido, com 60% contrários e 35% favoráveis.

Porém, ao serem questionados sobre a possibilidade de médicos poderem interromper tratamentos que prolonguem a vida de pacientes sem chance de cura, a porcentagem de entrevistados contra e a favor é a mesma: 48%.

Questionados “se cada pessoa deveria poder decidir sobre o fim da própria vida”, incluindo o momento e a forma de morrer, 51% dos entrevistados afirmaram que não, enquanto 46% concordaram com a permissão.

A idade é um dos fatores que mais distingue os grupos nas respostas favoráveis ou contrárias à autonomia em relação a própria morte. Quão menor a faixa etária, maior a concordância com as alternativas para encerrar a vida prematuramente. Confira:

Atualmente a eutanásia não é legalizada no Brasil e é considerada como crime de homicídio pelo código penal. O auxílio ao suicídio, que seria semelhante ao suicídio assistido, também é considerado crime.

A diferença prática entre a eutanásia e o suicídio assistido é que, na segunda opção, o paciente encerra a vida sozinho, apenas tendo auxílio para obter a substância que será utilizada.

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Caio César
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