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O Tribunal de Justiça de Minas Gerais tornou réu o argentino Eduardo Ignacio, de 63 anos, que cometeu injúria racial ao fotografar e filmar um menino de 7 anos para ofendê-lo em um grupo de mensagens em espanhol.
O caso ocorreu em 24 de maio, durante um passeio de Maria Fumaça na região de São João del-Rei. Eduardo foi preso ainda durante o passeio, após a mãe da criança ser alertada por uma passageira sobre os registros feitos pelo argentino.
Ao ter acesso ao aparelho, a Polícia Civil encontrou as fotos e vídeos feitos por Eduardo e encaminhados em uma conversa de WhatsApp. As mensagens em espanhol comentavam a cor da pele do menino e insinuavam que ele poderia “levá-lo como escravo” para cuidar das netas da pessoa com quem fazia contato.
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Além das ofensas dirigidas à criança, Eduardo também comentou que estava “pensando em levar um escravo” após perceber a presença de muitas pessoas negras durante a viagem pelo Brasil.

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De acordo com o TJMG, a denúncia apresentada pelo Ministério Público foi recebida na última quarta-feira (10) e fez com que o processo entrasse na fase de coleta de provas, depoimentos e apresentação das teses da acusação e defesa das partes.
Em nota enviada ao G1, o advogado da vítima, Gilberto Silva, afirmou que a família se sente “mais aliviada com a sensação de que o Estado brasileiro está dando uma resposta à sociedade no sentido de que o racismo é crime”.
A defesa de Eduardo informou ao veículo que irá apresentar resposta à acusação dentro do prazo legal e que pretende demonstrar, ao longo do processo, que a imputação feita pelo Ministério Público não se sustenta.