Fundos isentos e crédito privado puxam captação e rendimentos em setembro

No mercado primário, o volume de emissões de debêntures não isentas se manteve em torno de R$ 30 bi.

Osni Alves

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Setembro foi mais um mês de forte captação para os fundos de investimento, impulsionados especialmente por produtos isentos de imposto. A captação líquida subiu de R$ 29 bilhões para R$ 32,5 bilhões, sendo R$ 19,6 bilhões apenas da classe de isentos.

No mercado primário, o volume de emissões de debêntures não isentas se manteve em torno de R$ 30 bilhões, enquanto o segmento de debêntures incentivadas bateu recorde anual, com R$ 17,5 bilhões emitidos no mês.

Os fundos de crédito privado também se destacaram, apresentando desempenho acima do CDI. O XP Debêntures Incentivadas CDI, por exemplo, registrou 2,3% no mês e acumula alta de 12,81% no ano, consolidando-se como um dos principais produtos de retorno da XP.

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Esses números foram apresentados durante a live mensal da XP, conduzida por Eric Vieira, gestor de renda fixa e crédito privado, com participação de especialistas como Vinícius Romero e Rafael Culbert.

Mercado absorve choques sem impacto relevante

Vieira destacou que, mesmo com a postura mais rígida do Banco Central em relação à inflação, os fundos de crédito privado mantiveram boa performance. Casos pontuais geraram cautela, mas não afetaram os portfólios da XP.

“Esses ativos eram concentrados em poucos gestores, e o efeito foi limitado”

— Eric Vieira, gestor de renda fixa e crédito privado da XP Asset.

Ele também ressaltou o fechamento de spreads em companhias como Cosan (CSAN3), após anúncio de capitalização bilionária com participação do BTG (BPAC11) e da Perfim. “Isso trouxe redução de risco e ganhos de capital relevantes para nossos fundos”, afirmou.

O especialista em debêntures incentivadas, Vinícius Romero, acrescentou que a expectativa de mudanças na tributação favoreceu o fluxo para fundos isentos.

Demanda por debêntures incentivadas segue aquecida

“Se a alíquota mínima subir para 18%, a diferença pode gerar até 50 pontos-base adicionais de spread”, explicou Romero.

Com isso, a demanda por debêntures incentivadas continua maior que a oferta, mantendo o mercado aquecido.

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“Acreditamos que essa classe continuará atrativa, especialmente diante do cenário de juros e da limitação do primário”, completou o especialista.

O cenário reforça a posição estratégica dessas debêntures como uma das principais frentes de captação para investidores em renda fixa.

Fundos apresentam rentabilidade sólida e oportunidades para o fim de ano

Além do XP Debêntures Incentivadas CDI, outros fundos também tiveram resultados expressivos. O XP Corporate Plus entregou 110% do CDI, o Corporate Top atingiu 106% e o Corporate Lite, 102%, com spreads brutos entre CDI +0,6% e CDI +1,8%.

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Romero destacou que os fundos de debêntures incentivadas apresentam retornos equivalentes a IPCA +8,3% e IPCA +9,6%, com potencial de valorização adicional diante da forte demanda e oferta restrita.

“A oportunidade em fundos isentos é muito grande, especialmente nessa reta final de ano”, concluiu Culbert, destacando a atratividade desse segmento para investidores.

“A oportunidade em fundos isentos é muito grande, especialmente nessa reta final de ano”

— Rafael Culbert, Relação com Investidores.