Tecnologia: os desafios do 4G no Brasil

No dia em que a Anatel recebe as propostas das operadoras para o leilão das faixas de 2,5 Ghz, especialista comenta sobre a qualidade do 4G no País

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São Paulo – Nesta terça-feira (5), a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) recebeu as propostas das operadoras para o leilão das faixas 4G no Brasil, que deve ocorrer no próximo dia 12 de junho.

Diante do desafio da implantação do 4G no Brasil, o portal Infomoney foi ouvir a opinião do diretor da 4G Américas, Associação setorial dos principais provedores de serviços de telecomunicações Erasmo Rojas, sobre como será o desempenho da nova tecnologia no País.

Roja explicou que diferentemente do que foi a implantação do 3G no País em meados de 2007, quando a tecnologia foi considerada insatisfatória por muitos usuários, o 4G terá uma implantação de maior qualidade, até mesmo pelo amadurecimento das operadoras que hoje têm mais infraestrutura para disseminação da nova tecnologia.

O especialista explica que, atualmente, as operadoras melhoraram suas redes de dados e possuem sistemas de transmissão mais potentes, como os cabos de fibra óptica, que permite maior velocidade na transmissão de dados.

Custos
Segundo Rojas, o custo da tecnologia 4G será mais barato do que a 3G para as empresas distribuidoras, o que consequentemente pode gerar um custo menor para os consumidores.

Acredita-se que o preço dos smartphones e modens que comportem a tecnologia também sejam mais baratos para o consumidor.

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Na opinião do especialista, o grande desafio será a divulgação desta tecnologia para o público, Rojas acredita que as empresas deverão traduzir as características da nova tecnologia ao entendimento do consumidor.

“Hoje muitos consumidores usam as tecnologias 2G ou 3G, mas não sabem realmente o que elas significam, apenas entendem que ela proporcionam uma navegação mais rápida pela internet”, ressalta Rojas.

Desafio para as empresas
O grupo que vencer o leilão da faixa de 2,5GHz deverá cumprir metas de cobertura. Até abril de 2013, por exemplo, ele terá que oferecer o serviço para todas as cidades-sede de jogos da Copa das Confederações.

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E ainda no final de 2013, o sinal deverá estar disponível em todas as sedes e subsedes da Copa do Mundo de 2014.