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SÃO PAULO – A taxa de inadimplência dos brasileiros apresentou alta de 7,6% nos nove primeiros meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2007, revela o “Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física”, divulgado nesta quinta-feira (16). Em 12 meses findos em setembro, houve alta de 15,4%. Na passagem de agosto para setembro, o aumento observado foi de 1,2%.
De acordo com os técnicos da Serasa, a alta da inadimplência das pessoas físicas entre janeiro e setembro de 2008 refletiu a piora da capacidade de pagamento dos consumidores e o maior endividamento, sobretudo em linhas de crédito mais caras, como o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito.
Fatores
No primeiro semestre, houve a pressão no orçamento doméstico, devido à inflação dos alimentos, e no segundo semestre, por conta da elevação dos juros, fruto da política monetária mais restritiva.
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Nessa direção, aponta a análise, as condições do crédito também vieram piorando ao longo do ano, com o aumento nos custos dos financiamentos, em razão da elevação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), da Selic e do spread bancário*. Além disso, com o aumento das incertezas por causa da crise, as instituições financeiras aumentaram a rigidez para conceder crédito.
Tipos de dívidas
Mais uma vez, as dívidas com os bancos permaneceram em primeiro lugar no ranking de representatividade: a participação desta categoria foi de 43,2% do total de vencimentos não pagos nos primeiros nove meses de 2008. No mesmo período do ano passado, este percentual era de 39,1%.
Já os débitos com cartões de crédito e financeiras ficaram com a segunda posição e 32,9% de participação, mais do que os 30,6% dos primeiros nove meses de 2007.
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Cheques sem fundos e protestos
Os cheques sem fundos, por sua vez, ficaram em terceiro lugar na representatividade das dívidas, com 21,8% do total, percentual menor do que o registrado no acumulado nos nove primeiros meses do ano anterior (27,8%).
Por último e com menor impacto no indicador, aparecem os títulos protestados, cuja proporção foi de 2,2%, inferior à do mesmo período de 2007 (2,6%).
*mede a diferença entre os juros cobrados nos empréstimos e aqueles pagos nas aplicações financeiras