Rossi lidera perdas do Ibovespa na semana com queda de 13,54%

Inflação e pressão vendedora de estrangeiros colaboraram para queda; mercado aguarda balanço trimestral na próxima sessão

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SÃO PAULO – As ações Rossi Residencial (RSID3) fecharam esta semana como principal baixa dentre os papéis que compõem a carteira teórica do Ibovespa, acumulando queda de 13,54%, entre os dias 7 e 11 de maio, cotadas a R$ 7,15. No mesmo período, o benchmark da bolsa brasileira registrou queda de 2,26%, aos 59.445 pontos.

Sem novidades no cenário corporativo da companhia no período, os investidores aguardam pelos resultados trimestrais da construtora, que será revelado na próxima segunda-feira (14), após o fechamento do pregão regular.

Alta da inflação e saída de estrangeiros
Nesta semana, a FGV (Fundação Getulio Vargas) reportou que o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), importante indicador de inflação para o setor imobiliário, teve alta de 0,89% na primeira medição de maio, avanço de 0,39 ponto percentual em relação ao mesmo período de abril deste ano e de 0,19 p.p em relação ao mesmo período de 2011. É importante frisar que uma maior inflação aumenta os custos das empresas do setor, pressionando suas margens.

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O operador de mesa institucional da corretora Renascença, Luiz Roberto, Monteiro também afirma que houve uma forte pressão vendedora de investidores estrangeiros no período, o que colaborou para a queda das ações. 

Desempenho setorial
Vale mencionar que as ações de companhias do setor imobiliário normalmente apresentam um comportamento volátil, acompanhando o desempenho do Ibovespa, mas muitas vezes com baixas ou altas mais expressivas em relação ao índice. Na semana, pressionado pela forte queda do ativo RSID3, o IMOB (índice do setor imobiliário na BM&FBovespa), registrou queda de 2,15%, enquanto no acumulado de 2012 o recuo chega à marca de 14,5%.

Destaques de queda da semana
A segunda maior queda do Ibovespa na semana também foi outra ação ligada ao setor imobiliário, a PDG Realty (PDGR3, R$ 4,53, -8,55%). Os outros destaques negativos do benchmark foram: Braskem (BRKM5, R$ 12,26, -8,23%) e B2W (BTOW3, R$ 7,15, -8,10%), Fibria (FIBR3, R$ 14,45, -6,47%).