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SÃO PAULO – Em mais um dia agitado na Bolsa, uma série de empresas ganham destaque no pregão desta quarta-feira (25). A Petrobras (PETR3; PETR4) segue em mau humor após o anúncio ontem de um contrato estabelecido entre a empresa e o governo, que fará a petroleira desembolsar R$ 15 bilhões à União até 2018. Hoje, dois grandes bancos cortaram a recomendação da ação.
O lado negativo do Ibovespa também foi preenchido pelas ações dos bancos, que caem após nota de crédito divulgada pelo Banco Central, enquanto as exportadoras recuam forte diante da queda do dólar frente ao real nesta quarta-feira.
Por outro lado, as ações da Oi (OIBR4) e Eletropaulo (ELPL4) foram destaque positivo do principal índice de ações da Bolsa durante quase todo o pregão. A operadora de telefonia sobe após informar a venda de torres para a SBA Torres Brasil, no valor de R$ 1,172 bilhão, enquanto a Eletropaulo segue o otimismo com a decisão da Aneel sobre o reajuste nas tarifas da Copel. Na semana que vem, a agência reguladora irá decidir sobre um aumento nas tarifas da elétrica paulista.
Confira os destaques do dia na Bovespa:
Petrobras (PETR3, -3,34%, R$ 16,23; PETR4, -1,98%, R$ 17,29)
Depois de caírem mais de 3% na abertura do pregão, as ações da Petrobras minimizam as perdas mas voltaram a recuar forte nesta tarde. Na véspera, os papéis da estatal foram do céu ao inferno devido a notícia de que a endividada petroleira terá que desembolsar mais R$ 15 bilhões à União até 2018.
Depois do acordo, dois bancos cortaram a recomendação das ações da empresa. O Bradesco BBI rebaixou a classificação para market perform (desempenho em linha com a média), enquanto o UBS revisou de compra para neutra.
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Conforme anunciado pelo governo, o negócio prevê a contratação direta da estatal para explorar volumes excedentes de petróleo dos contratos de cessão onerosa. Em comunicado realizado ontem à noite, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, disse que o negócio é uma “excelente oportunidade”. Entretanto, analistas veem com preocupação a notícia, uma vez que uma companhia que precisa de reajuste de combustível para realizar investimentos vai necessitar agora fazer mais um desembolso para a União, seu maior acionista.
Segundo a XP Investimentos, a notícia colocou ainda mais pressão na empresa: primeiro, pela “total ingerência” na companhia; segundo, pela antecipação de pagamento antes da extração do petróleo excedente, que só deveria ocorrer no início, ou seja, a partir de 2021.
Exportadoras
As ações de exportadoras sofreram neste pregão com a desvalorização do dólar frente ao real. Os papéis das empresas do setor de papel e celulose Klabin (KLBN11, -2,56%, R$ 11,04), Suzano (SUZB5, -2,89%, R$ 8,40) e Fibria (FIBR3, -3,65%, R$ 21,88) acentuaram as perdas nesta tarde e figuram entre as maiores quedas do Ibovespa. Já a fabricante de aeronaves Embraer (EMBR3) via suas ações recuarem 1,49%, a R$ 19,88. As companhias são penalizadas pois suas receitas são atreladas à moeda americana. Neste momento, o dólar registra queda de 0,93%, sendo cotado a R$ 2,204 na compra e R$ 2,206 na venda.
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Bancos
As ações dos bancos passaram a cair forte nesta manhã, figurando entre as maiores quedas do Ibovespa no pregão desta quarta-feira: Bradesco (BBDC3, -4,32%, R$ 33,26; BBDC4, -4,57%, R$ 32,82), Itaú Unibanco (ITUB4, -3,18%, R$ 32,32), Itaúsa (ITSA4, -2,88%, R$ 8,78), Banco do Brasil (BBAS3, -1,28%, R$ 25,46) e Santander (SANB11, -2,25%, R$ 15,18).
O movimento ocorre após nota de crédito divulgada pelo Banco Central. “Enquanto os spreads são positivos para os bancos, aumento da inadimplência e contínuo crescimento do market share dos bancos públicos são pontos negativos para o setor”, disse a Elite Corretora, em nota.
All Ore (AORE3, -11,11%, R$ 0,48)
As ações da microcap All Ore, companhia pré-operacional criada em 2008 e voltada para o setor de mineração, chegaram a disparar neste pregão, e até as 15h50 operavam em alta, chegando a máxima de alta de 24,07%, mas fecharam o pregão com a mínima do dia, com queda de 11%, cotadas a R$ 0,48. Ontem foi a quarta alta consecutiva das ações, período que acumulou ganhos de 292,86%. Na quarta-feira passada, a BM&FBovespa indagou a companhia acerca do motivo desta disparada. A All Ore, por sua vez, manifestou-se dizendo que desconhece qualquer fato que possa justificar as oscilações, mas que interpreta a movimentação “como ajuste natural dos preços após o recente leilão de venda realizado por um investidor minoritário”, realizado em maio e que culminou na derrocada de mais de 90% no preço das ações.
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Em 22 de maio, a All Ore tomou conhecimento de um edital de leilão a ser realizado no dia 26 de maio envolvendo 6 milhões de ações da companhia ao preço de R$ 0,01 – isto mesmo, um centavo. Como os papéis estavam cotados a R$ 1,00 na Bovespa até o dia 20, a notícia provocou uma derrocada no mercado, com os ativos AORE3 chegando a valer R$ 0,07 no dia 26 – configurando queda de 93% em apenas 4 pregões.
B2W (BTOW3, -1,44%, R$ 28,00)
As ações da B2W caem pelo quarto pregão consecutivo, período em que acumulam desvalorização de 12,16%. Na véspera, o UBS rebaixou os papéis da varejista online. A recomendação do banco de investimentos para a empresa passou de compra para neutra. O movimento de queda recente ocorre depois das ações terem subido 40% do fim de maio até 11 de junho.
Copel (CPLE6, +0,61%, R$ 33,00)
Depois de registrarem queda pela manhã, as ações da Copel passam a operar em alta nesta sessão. A empresa informou ontem à noite que seu conselho de administração aprovou o pedido de suspensão temporária de reajuste das tarifas da distribuidora aprovado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a pedido do governo do Paraná, acionista controlador da companhia.
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O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), pediu, pelo seu perfil do Twitter, (@BetoRicha), a suspensão do reajuste da companhia de distribuição paranaense. O governador “twittou”: “vamos pedir à Aneel a suspensão da aplicação para buscar uma solução junto com a @copel_pr”. Na manhã de ontem, a Aneel havia aprovado um reajuste médio de 35,05% nas tarifas da empresa, aumento acima do pedido pela Copel há duas semanas, de 32,4%. As ações da distribuidora de energia fecharam o pregão da véspera com queda de 0,24%, depois de terem oscilado entre ganho e perda de cerca de 3%.
MMX (MMXM3, -3,70%, R$ 2,34)
A MMX viu suas ações caírem forte neste pregão. Retardatária na divulgação de seu resultado do primeiro trimestre, a mineradora anunciou nesta manhã que teve prejuízo líquido de R$ 69,2 milhões entre janeiro e março deste ano, um aumento de 25,4% sobre igual período do ano passado. A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado ficou negativa em R$ 501,3 milhões no primeiro trimestre, revertendo o resultado positivo de R$ 3,1 milhões registrado um ano antes.
Oi (OIBR4, +0,98%, R$ 2,06)
A ação preferencial da Oi apareceu como o maior destaque de alta do Ibovespa. A companhia anunciou nesta manhã um acordo para transferir 1.641 torres de telecomunicações à SBA Torres Brasil por R$ 1,17 bilhão de reais.
Eletropaulo (ELPL4, +1,48%, R$ 10,94)
A Eletropaulo seguiu o otimismo da véspera, quando seus papéis subiram 2,8%, com a notícia de que a Aneel aprovou um reajuste médio de 35,05% nas tarifas da Copel, acima do aumento pleiteado pela empresa, de 32,4%. A notícia anima a Eletropaulo já que na semana que vem a Aneel irá decidir sobre um reajuste nas tarifas da empresa paulista. A Eletropaulo, cujas novas tarifas passam a valer a partir de 4 de julho, enviou na última segunda-feira à agência reguladora o pedido de um reajuste de 16,99%.
TIM (TIMP3, -0,61%, R$ 13,06)
As ações da TIM viraram para queda nesta tarde depois de operarem com fortes ganhos pela manhã em meio aos rumores de que a companhia será vendida. Especulações apontam que as concorrentes da empresa no Brasil poderiam fazer uma oferta pela subsidiária brasileira da Telecom Italia. O plano seria formalizar a proposta de aquisição, que dividiria a TIM depois com os players do mercado brasileiro. Para a XP Investimentos, parece que está muito claro que a TIM será vendida, entretanto, ainda resta saber se o governo brasileiro aceitaria três competidores e/ou se a Telecom Italia consegue obter algum investidor interessado em entrar na companhia. Fora isso, fica a dúvida, quanto pagariam pela TIM?